<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234</id><updated>2011-07-07T16:25:28.107-07:00</updated><title type='text'>Livrarias &amp; Livreiros</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alunos 2008</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-7222492332467234850</id><published>2008-07-30T06:24:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:57:59.845-08:00</updated><title type='text'>Nova Homenagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SJBsXNnB13I/AAAAAAAAADE/zKP10pv7QzI/s1600-h/JosÃ©+Olympio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228798313423296370" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SJBsXNnB13I/AAAAAAAAADE/zKP10pv7QzI/s320/Jos%C3%A9+Olympio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Segundo Caderno do jornal O Globo deu capa ontem, 29 de julho, para o lançamento de um livro sobre o livreiro José Olympio. A matéria, bem interessante, antecipa encontros, personagens e bastidores lembrados pelo livro, organizado por José Mário Pereira – editor, assim como José Olympio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro foi lançado na Biblioteca nacional, coincidindo com a abertura de uma exposição em homenagem a José Olympio (leia mais em &lt;strong&gt;V&lt;em&gt;ai Lá&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;), com curadoria do mesmo José Mário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra, intitulada “José Olympio – o editor e sua casa”, é publicada pela editora Sextante, conhecida por investir majoritariamente no nicho “auto-ajuda”. Há uma explicação para isso: os donos da editora são netos de José Olympio. Mas, de qualquer forma, que isso seja um bom sinal de novos ventos...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A matéria também está disponível em O Globo Online. O link é &lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/07/28/jose_olympio_editor_personagem_da_historia_do_brasil_ganha_livro-547452583.asp"&gt;http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/07/28/jose_olympio_editor_personagem_da_historia_do_brasil_ganha_livro-547452583.asp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciano Trigo, do Jornal do Brasil, também escreveu sobre José Olympio e sobre o livro novo. Leia em &lt;a href="http://jbonline.terra.com.br/editorias/cultura/papel/2008/07/29/cultura20080729002.html"&gt;http://jbonline.terra.com.br/editorias/cultura/papel/2008/07/29/cultura20080729002.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dar só um gostinho (até porque meu &lt;em&gt;scanner&lt;/em&gt; é péssimo), veja, na foto (ok, um pouco torta, prometo ajeitar), um pedaço reproduzido da capa do Segundo Caderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vai Lá:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exposição “José Olympio – O Editor e sua casa”. A mostra vai até 22 de agosto e conta com fotografias, manuscritos, capas de Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, além de escritores. O acervo José Olympio é composto por 6.094 livros, incluindo edições príncipes (primeiras edições) e cerca de 100 mildocumentos manuscritos e iconográficos.&lt;br /&gt;A exposição pode ser visitada de segundas às sextas-feiras, de 10h às 17h e aos sábados, de 10h às 15h. (Fonte: &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; da Biblioteca Nacional)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por Mariana Carnevale&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-7222492332467234850?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/7222492332467234850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=7222492332467234850' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/7222492332467234850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/7222492332467234850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/07/nova-homenagem.html' title='Nova Homenagem'/><author><name>Alunos 2008</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SJBsXNnB13I/AAAAAAAAADE/zKP10pv7QzI/s72-c/Jos%C3%A9+Olympio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-8007675279826069900</id><published>2008-06-24T05:49:00.000-07:00</published><updated>2008-08-10T15:27:52.692-07:00</updated><title type='text'>UM BOM MOMENTO PARA SE RECORDAR</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SJ9rEMVUHTI/AAAAAAAAADM/QaU_NzTZUr4/s1600-h/Zahar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233019011802078514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SJ9rEMVUHTI/AAAAAAAAADM/QaU_NzTZUr4/s320/Zahar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Como o assunto corre em torno das livrarias e seus respectivos livreiros, não podemos deixar de nos lembrar das editoras que fornecem os clássicos e os livros mais vendidos no mercado. São eles os responsáveis principais pela meca da produção de livros, que analisam um texto, corrigem e, por fim, editam para o público o livro com capa e folhas cheias de frases interessantes e construtivas. Sem as editoras não existiriam livros e nem livrarias cheias de estantes com diversos títulos. O livro é, para muitos, motivo de sucesso, pois o que pode oferecer em termos de cultura e aprendizado é espantoso. Os motivos que levam uma pessoa a comprar um bom livro são diversos, mas no fim, o que interessa são as boas histórias e os bons momentos que ele irá proporcionar. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SJ9rEFbeboI/AAAAAAAAADU/AgQodVamYMg/s1600-h/Zahar2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233019009948872322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SJ9rEFbeboI/AAAAAAAAADU/AgQodVamYMg/s320/Zahar2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 11 de Junho de 2008 (quarta-feira), às 18h30, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, no Rio de Janeiro (Av. Afrânio de Melo Franco, 290, 2° piso), foi inaugurada uma exposição grandiosa. Uma exposição cuja finalidade é mostrar todo o prestígio e orgulho que Jorge Zahar forneceu para todos que trabalham na editora e para aqueles que compram seus livros. Uma figura carismática, honesta, sincera e apaixonada pela família, teve motivos de sobra para receber uma homenagem bem em frente à Livraria da Travessa. Jorge nasceu em 1920 e faleceu em 1998, aos 78 anos de idade. Completando 10 anos de sua morte, a exposição conta com artefatos que enfeitam e sugerem uma análise sobre o fundador de uma das editoras mais conhecidas do país. Com móveis rústicos de madeira dispostos na frente da livraria com os formatos de “J” e “Z”, fotos e textos ensinam o que essa pessoa pôde fazer para contribuir com a produção de diversos livros, desde sempre lidos por intelectuais, jovens estudantes etc. Uma história de vida realmente incrível e de causar inveja a qualquer um, pois não é todo dia que surgem boas editoras com o ideal de manter seus livros sempre no mercado, que já é bastante competitivo. A exposição conta a história de vida de Jorge Zahar, com enfoque em seus projetos profissionais durante toda sua trajetória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época da ditadura, Jorge Zahar também teve que “segurar as pontas” para não cair no erro, já que a fúria dos militares contra os livros que falavam sobre o comunismo fazia com que fossem insistentemente procurados e apagados da história. Mesmo assim, driblando os acontecimentos da época, muitos clássicos de Filosofia, Psicanálise, Ciências Sociais e pensamentos liberais, de um modo geral, foram adiante e chegaram a ser publicados pela editora. Uma ousadia para a época, mas que mostra definitivamente a garra que ele tinha de querer levar cultura para todos os tipos de pessoas. Os seus primeiros livros editados - alguns clássicos da literatura - podem ser vistos na exposição. O interessante é que o público tem o direito de interagir, pois gavetas foram colocadas estrategicamente para que qualquer pessoa possa manusear, o que torna a exposição muito lúdica e divertida. Em um dos móveis de madeira, uma televisão foi instalada e nela, depoimentos de diversas pessoas surgem para ilustrar e confirmar tudo o que ele era, um homem extremamente inteligente e preocupado com a cultura do país. Esta exposição poderá ser vista até o dia 30 de junho deste ano, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon. Em São Paulo, ela acontecerá de 18 a 25 de agosto, na Livraria Cultura. É só conferir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A figura do livreiro precisa ser protegida”. (Jorge Zahar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Livraria, para mim, seria um lugar do qual eu possa realmente tomar conta. Eu é que teria contato com o comprador de livro. Uma cadeia de livrarias não seria a minha livraria, seria só business. A minha livraria seria sempre aquela ligada a mim, em que eu saberia quando chegariam os livros, quem os compraria, seria eu quem telefonaria para as editoras – como eu fazia antes. Este é um negócio bonito e gostoso.” (Jorge Zahar).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por Ana Carolina Duque-Estrada.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-8007675279826069900?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/8007675279826069900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=8007675279826069900' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/8007675279826069900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/8007675279826069900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/06/um-bom-momento-para-se-recordar.html' title='UM BOM MOMENTO PARA SE RECORDAR'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SJ9rEMVUHTI/AAAAAAAAADM/QaU_NzTZUr4/s72-c/Zahar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-8192381173899237113</id><published>2008-06-22T16:28:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:00.614-08:00</updated><title type='text'>A História do sebo mais antigo do Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SF7hmL_VxsI/AAAAAAAAASM/j1KPmm8rrZ8/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214853464711349954" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SF7hmL_VxsI/AAAAAAAAASM/j1KPmm8rrZ8/s400/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;p align="justify"&gt;A bela história da Livraria São José no cenário brasileiro se tem início no ano de 1926, quando a antiga Livraria Briguet se instalou no número 38 da Rua São José, no Centro do Rio de Janeiro. Após muitas discussões e brigas dos sócios, houve uma alteração contratual e a livraria passou a se chamar São José no ano de 1939. Assim, nascia a Livraria São José, o sebo mais antigo do Rio de Janeiro, com José Oliveira Vaz da Silva e Manuel Augusto da Silva como sócio-fundadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRA CRISE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após os primeiros anos de muito sucesso, a livraria vivera sua primeira crise em 1947. Nesta época, com a Segunda Guerra Mundial no seu auge, o comércio de livros foi o primeiro a entrar em decadência, e várias editorias e livrarias faliram em conseqüência da retração ao mercado. Em vista disso, os proprietários da Livraria São José tiveram que passar o negócio adiante, e Carlos Ribeiro, mais conhecido na época como “Carlinhos”, e Walter Alves da Cunha passaram a administrar a livraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOVA FASE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a venda, a Livraria São José passou por uma nova fase com os novos sócios, sendo realizada uma grande liquidação de livros para conter a crise que estava instalada. Esta atitude despertou o interesse de muitas pessoas e o sucesso nas vendas foi questão de tempo. Este fato levou a livraria a um grande crescimento junto a seus proprietários, que passaram a ser respeitados e admirados por toda a classe de livreiros, editores e escritores do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SF7hqTlu3uI/AAAAAAAAASU/NZbqIjiSg2Q/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214853535470903010" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SF7hqTlu3uI/AAAAAAAAASU/NZbqIjiSg2Q/s400/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Durante 20 anos, a Livraria São José viveu a fase áurea de sua história, contribuindo com valiosos feitos em prol da literatura e da cultura brasileira. Neste período, a livraria se associou a gravadora de discos “Festa”, em que grandes poetas, como Carlos Drumond de Andrade, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Augusto Frederico Schimit, Asceno Ferreira e Pablo Neruda &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SF7h1MiaJhI/AAAAAAAAASk/29yBduKZqFk/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;/a&gt;declamavam, através de gravações, seus melhores poemas, além de passar a ser ponto de encontro de romancistas, poetas, cronistas, jornalistas, senadores, governadores e até ex-presidentes do Brasil, como João Goulart, Marechal Castello Branco, José Linhares e Marechal Eurico Gaspar Dutra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a fase áurea de sua história, a Livraria São José começava a passar por grandes dificuldades. A livraria, que chegou a ser proprietária de três lojas mudou de sede e em seguida os sócios Carlos Ribeiro e Walter Alves da Cunha se separam e a livraria passou a ser administrada apenas por Carlinhos, e Walter Alves da Cunha, depois de se separar do seu antigo sócio, fundou a Livraria Antiquário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho, Carlos Ribeiro não conseguiu conter a crise que se instalara na livraria e a negociou com seu antigo sócio, mas continuava na direção da livraria. Com a venda, a Livraria São José teve que se mudar para Rua do Carmo e esta mudança deixou Carlinhos em uma profunda depressão. Os amigos que o visitavam constatavam a sua profunda depressão e tristeza pelo seu deslocamento. Às vezes surpreendiam-no chorando e dizia que agora estava sobre a proteção de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Senhora do Carmo. Aconselhado pelos médicos, afastou-se da profissão.&lt;br /&gt;Seus filhos o substituíram na direção da livraria. Em fins de 1979, num gesto característico do seu temperamento depreendido dos bens materiais, Carlos Ribeiro vendeu o seu negócio a antigos empregados, que aprenderam com ele a lidar, vender e amar os livros. Atualmente, dirigida por José Germano da Silva e Carlos dos Santos Vieira dirigem a Livraria São José, que continua a sua importante missão, prestando relevantes serviços às letras e a cultura brasileira e vai muito bem de "saúde", graças á Deus.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por, Luiz Victor e Danielle Esperon.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-8192381173899237113?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/8192381173899237113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=8192381173899237113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/8192381173899237113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/8192381173899237113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/06/histria-do-sebo-mais-antigo-do-brasil.html' title='A História do sebo mais antigo do Brasil'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SF7hmL_VxsI/AAAAAAAAASM/j1KPmm8rrZ8/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-5947334225069221534</id><published>2008-06-10T06:53:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:00.870-08:00</updated><title type='text'>Clube da leitura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SE6QSgJRrTI/AAAAAAAAARk/d23M6nnyyCA/s1600-h/livro.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210260466455129394" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SE6QSgJRrTI/AAAAAAAAARk/d23M6nnyyCA/s400/livro.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SE6QDCqFrsI/AAAAAAAAARc/n-vqPZ28CGI/s1600-h/livro.bmp"&gt;&lt;/a&gt;João Guilherme freqüentador e leitor assíduo da Baratos da Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse “post” apresentaríamos aos leitores do blog “Livrarias e Livreiros” uma entrevista com Mauricio Gouveia, dono e fundador do sebo Baratos da Ribeiro, porém, ele não compareceu ao encontro marcado. Após várias tentativas de contato, sem sucesso, pedimos desculpas aos leitores e interessados no assunto pela falta dessa informação, mas não dependia só dos alunos que assinam esse “post”, mas também da disponibilidade do Sr. citado acima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para quem acha que a literatura morreu, está muito enganado; ela renasce nas prosas de ficção, quinzenalmente, na Livraria Baratos da Ribeiro. O “Clube da Leitura” reúne amantes da literatura na tentativa de resgatar nos dias de hoje, o espírito mágico dos saraus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Clube da Leitura, os participantes lêem contos de diversos autores, mas também contos próprios, discutem temas e assuntos acerca dos contos lidos durante o encontro. São feitas duas rodadas de leitura, a primeira com fragmentos de textos preferidos dos participantes, já que eles tem participação ativa no clube. A segunda rodada são contos originais, feitos pelos participantes e inspirado em algum conto famoso. Todos os participantes podem ler seus contos para que os outros ouçam e se tornam “famosos” para seus conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir um conto de Márcia Vitari, uma das fundadoras da livraria, lido em um dos encontros do Clube da Leitura. Esse conto foi enviado para a caixa postal virtual do sebo somente para ser lido no encontro e postado no blog, já que a autora se encontra viajando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Sofá&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;(Márcia Vitari)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia quando chego em seu ateliêr, me deparo pela primeira vez com um sofavermelho e digo:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Hummm, que surpresa! Finalmente, um lugar decente para sentarmos!”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumávamos passar nossas tardes nos enroscando entre arquivos, quinas de cadeiras, pelas paredes como lagartixas em fricção. Muitas vezes, nossas incursões me deixavam, fatalmente, com algumas manchas roxas: nem ligava, nem sentia. A coisa esquentava tanto que, no calor dos afetos, só sobravam gemidos e espasmos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas desde o surgimento daquele sofá vermelho como uma boca escarlate, era ali que passamos a nos amar aproveitando o impulso de cada mola do estofado.O imóvel era uma casa de vila com varias aberturas voltadas para outras tantas janelas. Não haviam cortinas e, quando nus, eu de pernas suspensas e escancaradas, ele me penetrando e exibindo seu bumbum redondo e volumoso como uma melancia, lhe perguntava:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“O que nos estamos fazendo? Isso e uma loucura!”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Não sei. Não pergunte. Se a gente pensar não faz! respondia ele com a convicção daqueles que, quando querem algo tão visceralmente, não interrompem o desejo em ato.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No que eu concordava plenamente. E pensava: “que se dane os outros. Já e tão raro sentir-se `a vontade para se expor plenamente a um outro que não faz nenhum sentido interromper por conta de outros: os anônimos. Qualquer coisa, poderíamos pensar em cobrar ingresso. Por que não? Afinal, era um show e tanto que proporcionávamos”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me perfeitamente uma das muitas tardes, depois de termos feito amor, eu estirada no sofá, lânguida, a imagem encarnada da lassidão. Ele volta da cozinha com um copo d’água em mãos e diz ternamente:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Você esta linda com sua pele alva em contraste com o vermelho do sofá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E assim permaneci imóvel um pouco mais de tempo, para satisfazer sua volúpia, sentir a caricia que recebia vinda de seu olhar quase tátil a me tocar o corpo em toda sua extensão. Eu parecia uma pintura que mesclava as dançarinas de Toulousse-Lautrec no Moulin Rouge, com aquele espectro de ausência que ha no olhar de todas as mulheres retratadas por Modigliani.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ali estava eu: entregue, saciada pelo homem que amava e que despia-me completamente, mesmo estando vestida. Nossas almas roçavam uma na outra com tamanho despudor que pensávamos: ” Se os deuses estão a nosso favor, quem iria ter a audácia de se opor?”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E enquanto não aparecia nenhum empecilho que interferisse no idílio amoroso desses dois fogosos amantes, eles se lambuzavam e arfavam como dois inocentes pagãos libertos no fogo que ardiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Fabiana Bernardes, João Felipe Almeida e Priscila Jacinto &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-5947334225069221534?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/5947334225069221534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=5947334225069221534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/5947334225069221534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/5947334225069221534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/06/clube-da-leitura.html' title='Clube da leitura'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SE6QSgJRrTI/AAAAAAAAARk/d23M6nnyyCA/s72-c/livro.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-6876593990142170525</id><published>2008-06-10T06:49:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:01.053-08:00</updated><title type='text'>Livraria Rio Antigo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SE6G_cHmx3I/AAAAAAAAARU/rflVosZWuH8/s1600-h/Livraria+Rio+Antigo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210250243352217458" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SE6G_cHmx3I/AAAAAAAAARU/rflVosZWuH8/s400/Livraria+Rio+Antigo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma livraria construida no velho centro comercial do Rio de Janeiro, conta com experiências antigas e recentes, profissonais e comerciais para o diferenciado mercado de livros raros e usados. Possui hoje 5 andares do prédio e funciona juntamente com outra livraria. A gerente, Margarete Cardoso, é especialista em livros raros no Brasil e a sua livraria é considerada uma das melhores do Rio de Janeiro em termos de livros antigos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O diferencial da Livraria Rio Antigo, é que além do grande acervo de livros raros nas mais diversas áreas como arte, literatura, filosofia e ciências sociais ela também realiza leilões, avalia e compra bibliotecas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesses leilões são avaliados não só livros raros como também exemplares já esgotados, documentos, cartões-postais, jornais, moedas, cédulas, documentos e tudo o que for de interesse para colecionadores históricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abaixo algumas das novas aquisições da Rio Antigo:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CASAL , MANUEL AIRES DE&lt;br /&gt;Corografia Brasílica ou Relação Histórico-Geografica do Reino do Brasil. Composta e dedicada a Sua Majestade Fidelissima.&lt;br /&gt;São Paulo Cultura 1943&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PEREIRA CILENE DA CUNHA &amp;amp; DIAS PAULO ROBERTO&lt;br /&gt;Miscelânea de Estudos linguísticos, filológicos e literários In Memoriam Celso Cunha.&lt;br /&gt;Rio de Janeiro Nova Fronteira 1955&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ZILIO , CARLOS&lt;br /&gt;A querela do Brasil . A questão da identidade da ate brasileira: a obra de Tarsila, Di Cavalcanti e Portinari / 1922-1945.&lt;br /&gt;Rio de Janeiro Funarte 1982 &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Beanca Jimenez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-6876593990142170525?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/6876593990142170525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=6876593990142170525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/6876593990142170525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/6876593990142170525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/06/livraria-rio-antigo.html' title='Livraria Rio Antigo'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SE6G_cHmx3I/AAAAAAAAARU/rflVosZWuH8/s72-c/Livraria+Rio+Antigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-2035158699077623020</id><published>2008-05-27T04:46:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T04:48:55.237-07:00</updated><title type='text'>Um País de Leitores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ziraldo disse que o país precisava de leitores. Lembro dele afirmando isso desde que me conheço por gente, basta procurar qualquer entrevista dele em revistas especializadas. É de autoria do próprio a frase estudar é muito importante, mas ler é mais importante do que estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo plenamente com a postura do Ziraldo e sua defesa pela leitura. O Brasil realmente precisa de mais leitores, até nossos hermanos argentinos lêem mais livros que nós (pois é, nisso eles ganham dos brasileiros de goleada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre pudemos contar com as livrarias, seja as pequenas ou as grandes. Das pequenas não tenho muito o que comentar pois sempre souberam adaptar-se ao tempo ao mesmo tempo que mantiveram sua personalidade, caso contrário não estariam até hoje. Agora, quanto as grandes livrarias eu só tenho uma coisa a dizer: são livrarias-clone.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, livrarias-clone. É o que posso dizer das grandes livrarias. Todas iguais. Todas atendem iguais seus clientes, com uma mínima variação, alguns mais atenciosos, outros mais displicentes. Mas isso não importa: são todas iguais. Todas iguais no tratamento do comércio de livros. Quem diz que livros não vendem no Brasil deve ser cego ou cético. Basta ir até algum centro de comércio de qualquer cidade de médio porte para cima: com certeza uma Saraiva, Nobel, Vozes ou Laselva estará lá. Não questiono que as livrarias têm de lucrar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como negócio, as empresas destas grandes livrarias precisam do dinheiro para manter-se no mercado. Nada contra, afinal é assim que as coisas funcionam. Cresci em meio aos livros. Minha mãe, professora de português sempre me manteve com um livro por perto. Meu pai tem uma coleção de livros invejáveis Aprendi com meus pais a amar a leitura, seja ficcional ou didática. Se sou uma pessoa melhor, foi por causa do enorme esforço que meus pais tiveram para que eu apreciasse a leitura. Sempre gostei de livrarias. Desde moleque que quando vou ao shopping, eu me escondo nelas e fico folheando os livros interminavelmente até que um funcionário mal educado me convide “gentilmente” a me retirar (Podem imaginar como eu era barulhento). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, como adulto, sempre gosto de dar uma passada na livraria local, qualquer ela seja para dar aquela folheada tradicional, só que sem toda a barulheira de quando criança, claro. Nesses anos que se passaram, eu vi as livrarias crescerem em número. Ficaram maiores, espaçosas, com espaço para leitura, não vendem somente livros, mas música, periféricos de informática e artigos de papelaria. As pessoas não entram somente para comprar livros, mas para diversos fins, que muitas vezes (eu até diria “na maioria das”) nada tem a ver com a aquisição de um romance. Os livros se tornaram um grande negócio. Assim como roupas e música, temos os “livros da Moda”. Quando um filme de sucesso baseado em um livro ou série de romance é um estouro de bilheteria, temos os “leitores de modinha”, que lêem o romance apenas para “estar sintonizado”. Não estou brincando, basta conferir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um variante é um livro que tenha excelente publicidade na mídia e todos começam a comprar não porque gostam de ler, mas sim por puro consumo e modismo. Fora isso, temos os sempre batidos Auto-ajuda emocional e profissional e os livros didáticos e técnicos. A vasta maioria das vendas se resumem a isto, deixando os outros livros a mofar nas prateleiras. Quando entro em livrarias deste tipo, sempre sou atendido por um funcionário que, por mais que se esforce em me passar o contrário, não sabe nada do que está vendendo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é um funcionário, não alguém que tenha o amor pelos livros. Ele pode até gostar, mas não tem aquela finesse do dono de livraria pequeno, que lê os livros que está vendendo. Alguns sequer sabem das coisas mais básicas de seus “produtos”.Entrar em uma loja destas mega-livrarias é a mesma coisa que entrar em todas as outras. Até mesmo nas do concorrente. Aliás, é igual entrar em uma Casa Bahia ou Ponto Frio, pois o atendimento dos funcionários que vendem eletrodomésticos é igual os dos funcionários das livrarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros são tratados como mais um produto a ser comercializado, como se fosse um fogão ou aparelho de som. E o povo consumista consome, devora e absorve os livros “da moda” para, depois relegar ao esquecimento em suas prateleiras ou mesmo trocar em sebos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada contra os sebos, eu adoro, sempre gostei muito de freqüentar os sebos da Penha à cata de gibis e romances. Mas eram gibis e romances de edições passadas. Cheguei a encontrar até mesmo preciosidades a preços módicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, os sebos estão entulhados de livros novos em perfeito estado de conservação. Passe por lá, você, com certeza vai encontrar livros que já foram moda, sendo vendidos apenas um pouco mais baratos. Livros novos disputam lugar com livros antigos, que não são mais publicados. Interrogados sobre isto, os donos de sebos dizem que é muito comum, especialmente entre os jovens.Ziraldo dizia que o Brasil precisava de leitores. Concordo plenamente. Agora temos leitores. Mas não era exatamente este tipo de leitor que se tinha em mente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Leonardo Borba Crivaro.&lt;br /&gt;Colaborou Adriana Gomes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-2035158699077623020?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/2035158699077623020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=2035158699077623020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/2035158699077623020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/2035158699077623020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/um-pas-de-leitores.html' title='Um País de Leitores'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-5087526266652596590</id><published>2008-05-27T04:13:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T04:15:19.896-07:00</updated><title type='text'>Edição comemorativa – 5 décadas de tradição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para comemorar uma data importante, rica em lembranças e regada de motivos pra lá de especiais, a livraria Leonardo Da Vinci uniu a clientela e seus convidados das palestras, para celebrar os seus cinqüenta anos. Tudo foi elaborado e executado para agradar tanto os que são fãs da livraria e de sua história, como os próprios colaboradores do local. Quem gosta de livro e curte história, vai se realizar lendo este clássico que antes de mais nada é uma obra rica em detalhes e conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, a história da cidade quem faz são as pessoas que nela vivem e é claro, a livraria esteve presente na história da cidade, levando cultura e simpatia para quem a freqüentava. E assim, se segue o sucesso, com maestria, simplicidade e bom gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado deste livro vem de um ciclo de palestras produzidas em homenagem ao cinqüentenário da Livraria Leonardo Da Vinci, em 2002. Diversos intelectuais brasileiros se reuniram e expuseram suas idéias sobre as questões nacionais e mundiais que marcaram os últimos 50 anos. Inicialmente Milena Piraccini Duchiade, filha da dona da livraria, relata num breve texto, as dificuldades enfrentadas e a história da livraria desde sua inauguração até os dias de hoje. Esta apresentação, escrita em Março de 2004, é de fato um relato fiel à origem e ao desenvolvimento do local.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Meio século se passou e a livraria completou 50 anos no segundo semestre de 2002. Essa passagem não foi  sempre tranqüila, porém as dificuldades apenas mostraram ao seu público a grande capacidade da livraria de se reerguer diante dos problemas existentes. Um dos incidentes sofridos foi o incêndio que destruiu completamente suas instalações e todo o seu estoque em 6 de dezembro de 1973. Momento este que nunca deixou de existir na memória de quem freqüentou e cuidou com tanto zelo do lugar. Estes e outros episódios estão descritos com mais detalhes nas primeiras páginas do livro.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Uma das célebres pessoas que freqüentavam assiduamente o ambiente da Leonardo Da Vinci, era o escritor Carlos Drummond de Andrade, que inclusive escreveu um poema exaltando a importância e a beleza de se ter uma livraria deste porte em nossa cidade. Este poema pode ser encontrado na primeira página do livro. Além de Drummond diversos outros escritores se encantaram e exaltaram, a qualidade e a perseverança da Da Vinci, de se manter ao longo de todos esses anos difíceis no mesmo ambiente.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;O ciclo de debates apresentado neste livro reune os três pilares da dimensão e da proporção que são a razão de ser da livraria, os leitores, ou seja, os clientes assíduos, os autores, que por sua vez escrevem os livros e, por fim, os próprios idealizadores desta aconchegante loja de livros. Portanto, todas as gerações puderam participar desta incrível oportunidade que teve tanto sucesso e prestígio, o que levou a publicação deste livro de 151 páginas. O prazer da leitura sempre reuniu este público ligado aos bons livros, e assim, também uniu todos ao mesmo fim, o de se participar e refletir sobre as “cinco décadas em questão”. &lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Abaixo segue a lista de todos os nomes que passaram pelo ciclo de palestras e que assinaram seus textos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Década de 50 – Candido Mendes de Almeida e Sérgio Paulo Rouanet.&lt;br /&gt;Década de 60 – Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho.&lt;br /&gt;Década de 70 – Annita Macedo e Manoel Barros da Motta.&lt;br /&gt;Década de 80 – Renato Lessa e César Benjamin.&lt;br /&gt;Década de 90 – Darc Costa e Carlos Lessa.&lt;br /&gt;Século XXI - Eduardo Portella e Emmanuel Carneiro Leão. (eles esclarecem mais ainda a respeito da modernidade e da pós-modernidade).&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;Por Ana Carolina Duque.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-5087526266652596590?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/5087526266652596590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=5087526266652596590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/5087526266652596590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/5087526266652596590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/edio-comemorativa-5-dcadas-de-tradio.html' title='Edição comemorativa – 5 décadas de tradição'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-3022279528481003401</id><published>2008-05-27T04:05:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T04:06:36.176-07:00</updated><title type='text'>Hino oficial da Shakespeare and Company</title><content type='html'>“If you ever come to Paris&lt;br /&gt;On a cold and rainy night&lt;br /&gt;And find the Shakespeare store&lt;br /&gt;It can be a welcome sight&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Because it has a motto&lt;br /&gt;Something friendly and wise&lt;br /&gt;Be kind to strangers&lt;br /&gt;Lest they’re angels in disguise”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(“Se um dia você for a Paris&lt;br /&gt;Em uma noite fria e chuvosa&lt;br /&gt;E achar a loja Shakespeare&lt;br /&gt;Pode ser uma visão bem-vinda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois ela tem um lema&lt;br /&gt;Amistoso e sábio&lt;br /&gt;Seja gentil com os estranhos&lt;br /&gt;Pois podem ser anjos disfarçados”)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-3022279528481003401?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/3022279528481003401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=3022279528481003401' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/3022279528481003401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/3022279528481003401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/hino-oficial-da-shakespeare-and-company.html' title='Hino oficial da Shakespeare and Company'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-7776135342765461227</id><published>2008-05-27T03:58:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:01.582-08:00</updated><title type='text'>Algumas curiosidades da charmosa Shakespeare and Company</title><content type='html'>1 - “Seja gentil com os estranhos, pois eles podem ser anjos disfarçados” e “Dê o que pode, pegue o que precisar” são os principais dizeres transmitidos por George.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Nos quase 60 anos de livraria, George calcula que cerca de 40 mil pessoas já passaram e permaneceram na livraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Permanece na livraria as primeiras edições dos livros: “Ulisses”, de James Joyce e “Trópico de Câncer”, de Henry Miller. Entre muitos outros, estes foram publicações da original Shakespeare and Company de Sylvia Beach.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDvqimqRSEI/AAAAAAAAARE/pxonoIsCqPY/s1600-h/foto+1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205011674571032642" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDvqimqRSEI/AAAAAAAAARE/pxonoIsCqPY/s400/foto+1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDvqomqRSFI/AAAAAAAAARM/WdB-m95LvKw/s1600-h/foto+2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205011777650247762" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDvqomqRSFI/AAAAAAAAARM/WdB-m95LvKw/s400/foto+2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;4 - Nada como uma curiosa dica de viagem de quem percorreu o mundo. De acordo com George, “uma muda de roupas, uma escova de dente e um livro de bolso. Do que mais você precisa além de um casaco nas costas?” Sendo assim, boa viagem!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Uma das poucas exigências feitas pelo livreiro para se hospedar em uma das 13 camas espalhadas pela livraria é ler um livro por dia.Cerca de 85 livros, foi a média de Jeremy Mercer, autor do livro “Um livro por dia. - Minha temporada parisiense na Shakespeare and Company” alcançou após sua temporada de 5 meses hospedado na livraria. Uma boa média, o que acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Dois enganos são constantemente cometidos pelos turistas mais desavisados. O primeiro é confundir a atual livraria com a antiga Shakespeare and Company comandada por Sylvia Beach. A segunda confusão é relacionar George com o grande poeta americano Walt Withman, autor de “Leaves of Grass”, pelo fato de possuírem o mesmo sobrenome. Além disso, o pai de George também se chamava Walt. Aproveitando do feliz acaso George, quando chegou em Paris nos anos 1940, se fazia passar pelo neto ilegítimo do poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Os chás dos domingos e os recitais das segundas-feiras são tradição no local. Uma boa dica cultural para aqueles que visitam Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Fernanda Barros e Talita Moreira.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-7776135342765461227?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/7776135342765461227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=7776135342765461227' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/7776135342765461227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/7776135342765461227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/algumas-curiosidades-da-charmosa.html' title='Algumas curiosidades da charmosa Shakespeare and Company'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDvqimqRSEI/AAAAAAAAARE/pxonoIsCqPY/s72-c/foto+1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-3843310176755266636</id><published>2008-05-27T03:50:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:01.904-08:00</updated><title type='text'>Um parque de diversões da cabeça</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDvoQ2qRSDI/AAAAAAAAAQ8/sDpTCs2kE6Q/s1600-h/5067688.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205009170605099058" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDvoQ2qRSDI/AAAAAAAAAQ8/sDpTCs2kE6Q/s400/5067688.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Lançado em 1958, o livro “Um parque de diversões da cabeça” é considerado o melhor livro do poeta Lawrence Ferlinghetti, fundador de uma das livrarias mais importantes do mundo, A City Lights Bookstore em São Francisco e percussor da geração beat (escritores americanos que se tornaram conhecidos no final da década de 50, e inspiraram o fenômeno cultural, os "beatnicks". Os escritores Beat davam ênfase em um engajamento visceral em experiências com as palavras combinadas com a busca a um entendimento espiritual mais profundo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro expressa exatamente o que Lawrence quis mostrar, os elementos banais do dia-a-dia, a gíria das ruas, a vida simples e também seu amor pela arte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Com seu olhar instigante, o autor realça o cenário americano da década de 50, a espiritualidade e a beleza essencial a tudo. Lawrence também trás para seu parque de diversões personagens como Evoca Dante, Goya, Chagall, Kafka, Yeats, Hemingway.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título, extraído do livro "Into the Night Life", de Henry Miller, segundo o autor, é usado fora do contexto original, mas expressa o que ele sentia ao escrever os poemas, algo como um “circo da alma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira parte do livro, Ferlinghetti grita para o mundo os absurdos da cultura americana e denuncia a sociedade de massas. Já na segunda, as “Mensagens orais”, encontramos discursos espontâneos concebidos para acompanhamento jazzístico. O fechamento se dá com "Retratos do mundo que se foi", grupo de poemas selecionado do primeiro livro do autor, Pictures of the Gone World, publicado em 1955 pela City Lights.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trecho de poema “Autobiografia” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;"Sou um lago na planície. Uma palavranuma árvore. Sou uma montanha de poesia. Uma blitz no inarticulado. Sonhei que todos os meus dentes caíram mas a língua sobreviveu para contar a história. Porque sou um silênciopoético."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Fernanda Barros e Talita Moreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-3843310176755266636?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/3843310176755266636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=3843310176755266636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/3843310176755266636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/3843310176755266636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/um-parque-de-diverses-da-cabea.html' title='Um parque de diversões da cabeça'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDvoQ2qRSDI/AAAAAAAAAQ8/sDpTCs2kE6Q/s72-c/5067688.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-429313409733026218</id><published>2008-05-27T03:46:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T03:50:00.923-07:00</updated><title type='text'>“Encontros no Subsolo”: Um convite a desvendar a Leonardo Da Vinci</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eles acontecem desde outubro de 2005 no subsolo do edifício Marquês do Herval entre a Livraria Leonardo da Vinci e o sebo Berinjela. Reúnem autores e especialistas de diversas áreas para debater os mais variados temas. Esses debates são geralmente entre dois ou mais autores, sempre mediados por um jornalista. A idéia nasceu quando Milena Duchiade, que hoje comanda a livraria, conheceu, o jornalista Jaime Gonçalves Filho, no lançamento da revista Entrelinhas. Na época, Jaime trabalhava na Paralelos e a idéia inicial era fazer uma parceria entre a revista e a livraria. Desde então, a Paralelos apóia todas as edições dos “Encontros do Subsolo” fazendo sua curadoria, que no início era o próprio Jaime que comandava, e hoje é feita por Augusto Sales e Marcelo Moutinho. O nome “Encontros no Subsolo” foi dado pela própria Milena, inspirada no livro “Memórias do Subsolo” de Dostoievski..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira edição foi realizada no dia 5 de outubro de 2005 e trazia como tema: “A interferência do jornalismo na escrita ficcional”, questão levantada no livro Pena de Aluguel, de Cristiane Costa, uma das participantes do encontro, junto com os escritores e também jornalistas Marcelo Moutinho e Elvira Vigna. Os mais diversificados assuntos já foram temas desse evento como: “Poesias numa hora dessas?! Versos como antídoto para a crise e monotonia” que reuniu poetas como Alexei Bueno e Alberto Pucheu; “ Falando de moda muito além dos panos” com a participação de Marcos Sabino e Lu Caitora; “Fotojornalismo – Ontem e hoje: ainda indispensável?” com os fotógrafos Dante Gastaloni e Evandro Teixeira; entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Milena, as diferentes idéias para os encontros muitas vezes é sugerida por clientes e amigos da livraria. A divulgação é feita através de cartões personalizados, distribuídos na própria livraria, onde os frequentadores podem saber um breve resumo sobre os convidados. Para ela essa é a melhor forma de divulgação, pois as pessoas guardam o cartões e muitas vezes colecionam, já que eles possuem arte diferenciada conforme o tema, que é assinada por Duda Itajahy. No site da da Leonardo Da Vinci podemos também encontrar a programação dos encontros, que acontecem geralmente uma vez por mês, sempre às quartas-feiras, o que na opinião da Milena é a melhor opção, já que não compete com os outros compromissos do final de semana. O grande objetivo desse projeto é fazer com que as novas gerações conheçam a livraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos encontros, os clientes podem conferir as exposições que acontecem no Baú da Leonardo, novo espaço da livraria dedicado a livros mais baratos. As exposições são feitas em obras de papel sendo geralmente desenhos, fotografias ou serigrafias e duram cerca de um mês e meio. Se você se interessou pelo espaço e também gostaria de expor suas obras lá, é muito fácil. Basta encaminhar seu portfólio, em CD ou papel, para a livraria Leonardo Da Vinci, que fica na Av. Rio Branco,185 - subsolo (Edifício Marquês do Herval). Lá, ele passará pela avaliação do atual curador da livraria,Hilton Berredor . Importante lembrar que o portfólio deve conter somente as obras que você gostaria de expor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Os novos papéis do homem e da mulher”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o tema do último “Encontros do Subsolo”, que fez parte do ciclo “Fazendo gênero no século XXI” que aconteceu no dia 26 de março e contou com a presença da psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, autora do livro “Cama na Varanda” e do antropólogo Rolf de Souza, autor do livro “ A confraria da esquina: O que os homens de verdade falam em torno de uma carne queimando”. No encontro eles debateram o papel do homem e da mulher no século XXI, mediado pela jornalista Daniela Name. O evento reuniu cerca de 40 pessoas no subsolo do edifício entre eles estudantes e frequentadores da livraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois autores confrontaram os temas dos seus livros. Rolf explicou que seu trabalho discute como os homens constrõem a sua masculinidade. Segundo ele, o homem sempre possuiu um gênero propriamente construído, mas a partir dos anos 60 e 70, começou a se problematizar isso, devido o movimento feminista. Os papéis sociais mudaram, e Rolf nos explica que hoje não podemos mais usar o ditado popular que diz: “ Em briga de marido e mulher não se mete a colher”, pois os homens sabem muito bem que as mulheres tem uma instituição pública que as protege, a delegacia das mulheres, e que ela vai interferir sim na instituição casamento. O homem vê que as atitudes que eram tomadas no passado, já não servem para hoje, levando a uma mudança do seu papel social. Rolf nos alertou dizendo que muitos estudos ainda precisão ser feitos sobre o gênero masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina por outro lado, vem dizer que algo muito louco está acontecendo na relação homem e mulher, porque a mulher sempre foi louca para casar e o homem sempre fugia, hoje já não é bem essa situação que ocorre. A partir de questionamentos feitos por seus clientes, Regina começou a fazer pesquisas que resultou no livro “Cama na varanda”. Ela percebeu que o papel do homem, de patriarca, forte, que mandava na mulher, já não servia mais e que a mulher agora independente, não tinha mais aquele jeito frágil que era imposto a ela no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate foi aberto ao público que pode opinar e tirar suas dúvidas. Para conhecer um pouco mais sobre os trabalhos dos autores, os livros mencionados e outros títulos basta acessar o site da livraria: www.leonardodavinci.com.br ou se preferir fazer uma visita a Leonardo Da Vinci, que fica na Av. Rio Branco,185 – Subsolo – Centro – RJ (Edifício Marquês do Herval). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Márcia Madela&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-429313409733026218?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/429313409733026218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=429313409733026218' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/429313409733026218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/429313409733026218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/encontros-no-subsolo-um-convite.html' title='“Encontros no Subsolo”: Um convite a desvendar a Leonardo Da Vinci'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-3238087965274638625</id><published>2008-05-20T10:53:00.001-07:00</published><updated>2008-05-20T10:55:10.616-07:00</updated><title type='text'>Biblioteca Nacional recebe coleção original da Editora José Olympio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acervo inclui até cartas de Gilberto Freyre e Jorge Amado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bibliotecário José Olympio começou sua carreira abrindo caixas de livros na Casa Garraux, importante editora do início do século XX. Décadas depois, é a vez de os funcionários da Biblioteca Nacional repetirem o ato: a coleção da Editora José Olympio acaba de ser doada à instituição. São 6.094 livros, além de fotos, manuscritos e até notas fiscais assinadas por Jorge Amado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Coleção José Olympio foi recebida pela BN em setembro do ano passado, após três meses de negociações com Geraldo Jordão, filho de José Olympio, e com a família do ex-presidente da Xerox, Henrique Gregori, que havia herdado o acervo. Até então, os livros ficaram mais de dez anos guardados em bom estado num depósito na Penha, subúrbio carioca.&lt;br /&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundada em 1931, a Editora José Olympio foi responsável pela publicação de livros marcantes na história do país, como Macunaíma, de Mário de Andrade, e as obras completas de Gilberto Freyre, José de Alencar, José Lins do Rego, Manuel Bandeira e Guimarães Rosa. Há cerca de dez anos, a José Olympio foi vendida à Editora Record, mas as obras originais não fizeram parte do acordo. Foi assim que elas acabaram por encontrar abrigo na BN. &lt;br /&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as preciosidades contidas no acervo, há um exemplar da primeira obra publicada pela editora, o livro Conhece-te pela psicanálise, de J. Ralph, e da primeira edição de Jubiabá, de Jorge Amado, publicado em 1935, com nota fiscal confirmando o pagamento, assinada pelo próprio autor. Há também uma carta manuscrita de Gilberto Freyre, de 1969, a respeito de um livro que a editora pretendia montar, publicando todas as cartas que ele havia trocado com intelectuais. Além disso, há dezenas de imagens, como a foto em que José Olympio aparece cercado por José Lins do Rego, Carlos Drummond de Andrade, Candido Portinari e Manuel Bandeira. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenadora de serviços bibliográficos da BN, Mônica Rizzo Soares Pinto explica que a chegada da Coleção José Olympio dá à Biblioteca Nacional uma oportunidade de preservar uma memória não só bibliográfica, mas editorial: “O acervo, com fotos, recibos e cartas, conta a história da própria editora, que sempre privilegiou os autores brasileiros. Ela não era uma entidade filantrópica, mas tinha um apreço especial pela literatura nacional” .  Mônica Rizzo diz que o ideal seria que a coleção ficasse em uma sala própria. Mas pelo tamanho do acervo, isto acaba sendo inviável. Por isso, a Biblioteca vai disponibilizar fotos, manuscritos e outras curiosidades no próprio portal da instituição.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Maria Cecília Isaurralde&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-3238087965274638625?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/3238087965274638625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=3238087965274638625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/3238087965274638625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/3238087965274638625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/biblioteca-nacional-recebe-coleo.html' title='Biblioteca Nacional recebe coleção original da Editora José Olympio'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-5719326317904753808</id><published>2008-05-20T10:45:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:02.370-08:00</updated><title type='text'>Ilustres Frequentadores da José Olympio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A Livraria José Olympio sempre teve a presença dos escritores das obras que eram publicadas pela editora e vendidas pela livraria. Era lá que ocorriam reuniões de amigos desses grandes nomes da literatura brasileira, que filosofavam, escreviam e encantavam os leitores nesse cantinho da Rua Ouvidor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seguem abaixo alguns desses autores:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rachel de Queiroz&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMOuvQuvyI/AAAAAAAAAQs/FXc9XzkOkr0/s1600-h/raquel+de+queiroz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202518190666465058" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMOuvQuvyI/AAAAAAAAAQs/FXc9XzkOkr0/s400/raquel+de+queiroz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza, no Estado do Ceará, no dia 17 de novembro de 1910, filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz, descendendo, pelo lado materno, da estirpe dos Alencar (sua bisavó materna — "dona Miliquinha" — era prima José de Alencar, autor de "O Guarani"), e, pelo lado paterno, dos Queiroz, família de raízes profundamente lançadas em Quixadá, onde residiam e seu pai era Juiz de Direito nessa época.&lt;br /&gt;Em 1913, a família volta a Fortaleza, face à nomeação de seu pai para o cargo de promotor. Após um ano no cargo, ele pede demissão e vai lecionar Geografia no Liceu. Dedica-se pessoalmente à educação de Rachel, ensinando-a a ler, cavalgar e a nadar. Aos cinco anos a escritora leu "Ubirajara", de José de Alencar, "obviamente sem entender nada", como gosta de frisar.Fugindo dos horrores da seca de 1915, em julho de 1917 transfere-se com sua família para o Rio de Janeiro, fato esse que seria mais tarde aproveitado pela escritora como tema de seu livro de estréia, "O Quinze".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para fugir da seca do Nordeste, a família muda-se para o Rio de Janeiro, em Julho de 1917, fato que a autora conta em seu livro "Quinze". Tempos depois, mudança para Belém do Pará, onde residem por dois anos. Retornam ao Ceará, inicialmente para Guaramiranga e depois Quixadá, onde Rachel é matriculada no curso normal, como interna do Colégio Imaculada Conceição, formando-se professora em 1925, aos 15 anos de idade. Sua formação escolar pára aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o pseudônimo de "Rita de Queluz" ela envia ao jornal "O Ceará", em 1927, uma carta ironizando o concurso "Rainha dos Estudantes", promovido por aquela publicação. O diretor do jornal, Júlio Ibiapina, amigo de seu pai, diante do sucesso da carta a convida para colaborar com o veículo. Quando o seu pai adquire o Sítio do Pici, perto de Fortaleza, para onde a família é transferida, e sua colaboração em "O Ceará" torna-se regular. Publica o folhetim "História de um nome" — sobre as várias encarnações de uma tal Rachel — e organiza a página de literatura do jornal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Submetida a rígido tratamento de saúde, em 1930, face a uma congestão pulmonar e suspeita de tuberculose, a autora se vê obrigada a fazer repouso e resolve escrever "um livro sobre a seca". "O Quinze" — romance de fundo social, profundamente realista na sua dramática exposição da luta secular de um povo contra a miséria e a seca. O livro logo transformaria Rachel numa personalidade literária. Em março de 1931, recebe no Rio de Janeiro o prêmio de romance da Fundação Graça Aranha, mantida pelo escritor, em companhia de Murilo Mendes (poesia) e Cícero Dias (pintura). Conhece integrantes do Partido Comunista; de volta a Fortaleza ajuda a fundar o PC cearense.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa-se com o poeta bissexto José Auto da Cruz Oliveira, em 1932. É fichada como "agitadora comunista" pela polícia política de Pernambuco. Seu segundo romance, "João Miguel", estava pronto para ser levado ao editor quando a autora é informada de que deveria submetê-lo a um comitê antes de publicá-lo. Semanas depois, em uma reunião no cais do porto do Rio de Janeiro, é informada de que seu livro não fora aprovado pelo PC, porque nele um operário mata outro. Fingindo concordar, Rachel pega os originais de volta e, depois de dizer que não via no partido autoridade para censurar sua obra, foge do local "em desabalada carreira", rompendo com o Partido Comunista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o nascimento da sua primeira filha, muda-se para Maceió, em 1935, onde faz amizade com Jorge de Lima, Graciliano Ramos e José Lins do Rego, amigos que freqüentemente encontrava na Livraria José Olympio. O lançamento do romance "Caminho de Pedras", pela editora Jose Olympio, se dá em 1937, que seria sua editora até 1992. Com a decretação do Estado Novo, seus livros são queimados em Salvador - BA, juntamente com os de Jorge Amado, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, sob a acusação de subversivos. Permanece detida, por três meses, na sala de cinema do quartel do Corpo de Bombeiros de Fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1939, separa-se de seu marido e muda-se para o Rio, onde publica seu quarto romance, "As três Marias".Por intermédio de seu primo, o médico e escritor Pedro Nava, em 1940 conhece o também médico Oyama de Macedo, com quem passa a viver. O casamento duraria até à morte do marido, em 1982.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua primeira peça para o teatro, "Lampião", é montada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e no Teatro Leopoldo Fróes, em São Paulo, no ano de 1953. É agraciada, pela montagem paulista, com o Prêmio Saci, conferido pelo jornal "O Estado de São Paulo". Recebe também da Academia Brasileira de Letras, em 1957, o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1967 a autora passa a integrar o Conselho Federal de Cultura, em 1967, e lá ficaria até 1985, e em 1969 lança seu primeiro livro infanto-juvenil,"O Menino Mágico". Em1975, publica o romance "Dôra, Doralina".Em 1977, por 23 votos a 15, e um em branco, Rachel de Queiroz vence o jurista Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda e torna-se a primeira mulher a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras. Ocupa a cadeira número 5, fundada por Raimundo Correia, tendo como patrono Bernardo Guimarães e ocupada sucessivamente pelo médico Oswaldo Cruz, o poeta Aluísio de Castro e o jurista, crítico e jornalista Cândido Mota Filho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Editora José Olympio lança, em 1989, sua "Obra Reunida", em cinco volumes, com todos os livros que Rachel publicara até então destinados ao público adulto.Segundo notícia que circulou em 1991, a Editora Siciliano, de São Paulo, pagou US$150.000,00 pelos direitos de publicação da obra completa da autora. Em 1955 inicia seu livro de memórias, escrito em colaboração com a irmã Maria Luiza, que é publicado posteriormente com o título "Tantos anos", que recebe o Prêmio Moinho Santista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel de Queiroz chega aos 90 anos afirmando que não gosta de escrever e o faz para se sustentar. Ela lembra que começou a escrever para jornais aos 19 anos e nunca mais parou, embora considere pequeno o número de livros que publicou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Autora conta sobre suas obras:&lt;br /&gt;"Para mim, foram só cinco, (além de O Quinze, As Três Marias, Dôra, Doralina, O Galo de Ouro e Memorial de Maria Moura), pois os outros eram compilações de crônicas que fiz para a imprensa, sem muito prazer de escrever, mas porque precisava sustentar-me Na verdade, eu não gosto de escrever e se eu morrer agora, não vão encontrar nada inédito na minha casa".Tento, com a maior insistência, embora com o precário resultado (como se tornou evidente), incorporar a linguagem que falo e escuto no meu ambiente nativo à língua com que ganho a vida nas folhas impressas. Não que o faça por novidade, apenas por necessidade. Meu parente José de Alencar quase um século atrás vivia brigando por isso e fez escola".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora faleceu dormindo em sua rede, no dia 04-11-2003, na cidade do Rio de Janeiro. Deixou, aguardando publicação, o livro "Visões: Maurício Albano e Rachel de Queiroz", uma fusão de imagens do Ceará fotografadas por Maurício com textos de Rachel de Queiroz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras:&lt;br /&gt;- O quinze (1930)- João Miguel (1932)- Caminho de pedras (1937)- As três Marias (1939)- Dôra, Doralina (1975)- O galo de ouro (1985) - folhetim na revista " O Cruzeiro", (1950)- Obra reunida (1989)- Memorial de Maria Moura (1992)&lt;br /&gt;- Literatura Infanto-Juvenil:- O menino mágico (1969)- Cafute &amp;amp; Pena-de-Prata (1986)- Andira (1992)- Cenas brasileiras - Para gostar de ler 17.&lt;br /&gt;- Teatro:- Lampião (1953)- A beata Maria do Egito (1958)- Teatro (1995)- O padrezinho santo (inédita)- A sereia voadora (inédita)&lt;br /&gt;- Crônica:- A donzela e a moura torta (1948);- 100 Crônicas escolhidas (1958)- O brasileiro perplexo (1964)- O caçador de tatu (1967)- As menininhas e outras crônicas (1976)- O jogador de sinuca e mais historinhas (1980)- Mapinguari (1964)- As terras ásperas (1993)- O homem e o tempo (74 crônicas escolhidas}- A longa vida que já vivemos- Um alpendre, uma rede, um açude: 100 crônicas escolhidas- Cenas brasileiras- Xerimbabo (ilustrações de Graça Lima)- Falso mar, falso mundo - 89 crônicas escolhidas (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antologias:- Três romances (1948)- Quatro romances (1960) (O Quinze, João Miguel, Caminho de Pedras, As três Marias)- Seleta (1973) - organização de Paulo Rónai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Livros em parceria:- Brandão entre o mar e o amor (romance - 1942) - com José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Aníbal Machado e Jorge Amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O mistério dos MMM (romance policial - 1962) - Com Viriato Corrêa, Dinah Silveira de Queiroz, Lúcio Cardoso, Herberto Sales, Jorge Amado, José Condé, Guimarães Rosa, Antônio Callado e Orígines Lessa.- Luís e Maria (cartilha de alfabetização de adultos - 1971) - Com Marion Vilas Boas Sá Rego.- Meu livro de Brasil (Educação Moral e Cívica - 1º. Grau, Volumes 3, 4 e 5 - 1971) - Com Nilda Bethlem.-O nosso Ceará (com sua irmã, Maria Luiza de Queiroz Salek), relato, 1994.- Tantos anos (com sua irmã, Maria Luiza de Queiroz Salek), autobiografia, 1998.- O Não Me Deixes – Suas Histórias e Sua Cozinha (com sua irmã, Maria Luiza de Queiroz Salek), 2000- Luís e Maria (cartilha de alfabetização de adultos - 1971) - Com Marion Vilas Boas Sá Rego.- Meu livro de Brasil (Educação Moral e Cívica - 1º. Grau, Volumes 3, 4 e 5 - 1971) - Com Nilda Bethlem.- O nosso Ceará (com sua irmã, Maria Luiza de Queiroz Salek), relato, 1994.- Tantos anos (com sua irmã, Maria Luiza de Queiroz Salek), autobiografia, 1998.- O Não Me Deixes – Suas Histórias e Sua Cozinha (com sua irmã, Maria Luiza de Queiroz Salek), 2000.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Graciliano Ramos &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Graciliano Ramos lendo na Livraria José Olympio em 1942&lt;br /&gt;"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer".&lt;br /&gt;Graciliano Ramos, 1948.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMPFPQuvzI/AAAAAAAAAQ0/3B5auFAYoeI/s1600-h/graciliano+ramos+em+1942.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202518577213521714" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMPFPQuvzI/AAAAAAAAAQ0/3B5auFAYoeI/s400/graciliano+ramos+em+1942.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este é o auto retrato do autor aos 56 anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auto-retrato aos 56 anos:&lt;br /&gt;Nasceu em 1892, em Quebrangulo, Alagoas.Casado duas vezes, tem sete filhos.Altura 1,75.Sapato n.º 41.Colarinho n.º 39.Prefere não andar.Não gosta de vizinhos.Detesta rádio, telefone e campainhas.Tem horror às pessoas que falam alto.Usa óculos. Meio calvo.Não tem preferência por nenhuma comida.Não gosta de frutas nem de doces.Indiferente à música.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua leitura predileta: a Bíblia.Escreveu "Caetés" com 34 anos de idade.Não dá preferência a nenhum dos seus livros publicados.Gosta de beber aguardente.É ateu. Indiferente à Academia.Odeia a burguesia. Adora crianças.Romancistas brasileiros que mais lhe agradam: Manoel Antônio de Almeida, Machado de Assis, Jorge Amado, José Lins do Rego e Rachel de Queiroz.Gosta de palavrões escritos e falados.Deseja a morte do capitalismo.Escreveu seus livros pela manhã.Fuma cigarros "Selma" (três maços por dia).É inspetor de ensino, trabalha no "Correio do Manhã".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de o acharem pessimista, discorda de tudo.Só tem cinco ternos de roupa, estragados.Refaz seus romances várias vezes.Esteve preso duas vezes.É-Ihe indiferente estar preso ou solto.Escreve à mão.Seus maiores amigos: Capitão Lobo, Cubano, José Lins do Rego e José Olympio.Tem poucas dívidas.Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas.Espera morrer com 57 anos&lt;br /&gt;(Publicado no site oficial do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, sertão de Alagoas, filho primogênito dos dezesseis que teriam seus pais, Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos. Viveu sua infância nas cidades de Viçosa, Palmeira dos Índios (AL) e Buíque (PE), sob o regime das secas e das surras que lhe eram aplicadas por seu pai, o que o fez alimentar, desde cedo, a idéia de que todas as relações humanas são regidas pela violência. Em seu livro autobiográfico "Infância", assim se referia a seus pais: "Um homem sério, de testa larga (...), dentes fortes, queixo rijo, fala tremenda; uma senhora enfezada, agressiva, ranzinza (...), olhos maus que em momentos de cólera se inflamavam com um brilho de loucura".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1894, a família muda-se para Buíque, em Pernambuco, onde o escritor tem contacto com as primeiras letras. Em 1904, retornam ao Estado de Alagoas, indo morar em Viçosa. Lá, Graciliano cria um jornalzinho dedicado às crianças, o "Dilúculo".Posteriormente, redige o jornal "Echo Viçosense", que tinha entre seus redatores seu mentor intelectual, Mário Venâncio.Em 1905 vai para Maceió, Graciliano publica na revista carioca "O Malho" sonetos sob o pseudônimo de Feliciano de Olivença.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1909, passa a colaborar com o "Jornal de Alagoas", de Maceió, publicando o soneto "Céptico" sob o pseudônimo de Almeida Cunha. Até 1913, nesse jornal, usa outros pseudônimos: S. de Almeida Cunha, Soares de Almeida Cunha e Lambda, este usado em trabalhos de prosa. Até 1915 colabora com "O Malho", usando alguns dos pseudônimos citados e o de Soeiro Lobato. Passa a colaborar com o "Correio de Maceió", em 1911, sob o pseudônimo de Soares Lobato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1914, embarca para o Rio de Janeiro. Nesse ano e parte do ano seguinte, trabalha como revisor de provas tipográficas nos jornais cariocas "Correio da Manhã", "A Tarde" e "O Século". Colaborando com o "Jornal de Alagoas" e com o fluminense "Paraíba do Sul", sob as iniciais R.O. (Ramos de Oliveira). Casa-se com Maria Augusta Ramos, que falece em 1920, deixando quatro filhos menores. Em 1927, é eleito prefeito da cidade de Palmeira dos Índios, cargo no qual é empossado em 1928.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois anos depois, renuncia ao cargo de prefeito e se muda para a cidade de Maceió, onde é nomeado diretor da Imprensa Oficial, e casa-se com Heloisa Medeiros, na mesma época em que colabora com jornais usando o pseudônimo de Lúcio Guedes.Tempos depois, demite-se do cargo de diretor da Imprensa Oficial e volta a Palmeira dos Índios, onde funda urna escola no interior da sacristia da igreja Matriz e inicia os primeiros capítulos do romance "São Bernardo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 1933 marca o lançamento de seu primeiro livro, "Caetés", que já trazia consigo o pessimismo que marcou sua obra. Esse romance Graciliano vinha escrevendo desde 1925.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte, publica "São Bernardo". Em março de 1936, acusado — sem que a acusação fosse formalizada — de ter conspirado no malsucedido levante comunista de novembro de 1935, é demitido, preso em Maceió e enviado a Recife, onde é embarcado com destino ao Rio de Janeiro no navio "Manaus", com outros 115 presos. Seu livro "Angústia" é lançado no mês de agosto daquele ano. Esse romance é agraciado, nesse mesmo ano, com o prêmio "Lima Barreto", concedido pela "Revista Acadêmica".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi libertado e passou a trabalhar em jornais do Rio de Janeiro, em 1937. Em maio, a "Revista Acadêmica" dedica-lhe uma edição especial, de número 27 - ano III, com treze artigos sobre o autor. Recebe o prêmio "Literatura Infantil", do Ministério da Educação com "A terra dos meninos pelados". Em 1938, publica seu famoso romance "Vidas secas". Em 1940, freqüenta assiduamente a sede da revista "Diretrizes", junto de Álvaro Moreira, Joel Silveira, José Lins do Rego e outros "conhecidos comunistas e elementos de esquerda", como consta de sua ficha na polícia política. Publica uma série de crônicas sob o título "Quadros e Costumes do Nordeste" na revista "Política", do Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1942, recebe o prêmio "Felipe de Oliveira" pelo conjunto de sua obra, por ocasião do jantar comemorativo a seus 50 anos. O romance "Brandão entre o mar e o amor", escrito em parceria com Jorge Amado, José Lins do Rego, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz é publicado pela Livraria Martins, S. Paulo. Lança, em 1944, o livro de literatura infantil "Histórias de Alexandre", e tempos depois filia-se ao Partido Comunista, em 1945, ano em que são lançados "Dois dedos" e o livro de memórias "Infância". O escritor Antônio Cândido publica, nessa época, uma série de cinco artigos sobre a obra de Graciliano no jornal "Diário de São Paulo", que o autor responde por carta. Em 1946, publica "Histórias incompletas", que reúne os contos de "Dois dedos", o conto inédito "Luciana", três capítulos de "Vidas secas" e quatro capítulos de "Infância". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lança também os contos de "Insônia" são publicados em 1947. O livro "Infância" é publicado no Uruguai, em 1948. Traduz, em 1950, o famoso romance "A Peste", de Albert Camus, cujo lançamento se dá nesse mesmo ano pela José Olympio. Em 1951, elege-se presidente da Associação Brasileira de Escritores, tendo sido reeleito em 1962. O livro "Sete histórias verdadeiras", extraídas do livro "Histórias de Alexandre", é publicado.Depois de uma viagem em abril de 1952 com sua esposa à Europa, Graciliano retorna enfermo, e decide ir a Buenos Aires, Argentina, para submeter-se a tratamento de pulmão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É operado, mas os médicos não lhe dão muito tempo de vida. No janeiro ano seguinte, 1953, é internado na Casa de Saúde e Maternidade S. Vitor, onde vem a falecer, vitimado pelo câncer, no dia 20 de março. É publicado o livro "Memórias do cárcere", que Graciliano não chegou a concluir, tendo ficado sem o capítulo final.Postumamente, são publicados os seguintes livros: "Viagem", 1954, "Linhas tortas", "Viventes das Alagoas" e "Alexandre e outros heróis", em 1962, e "Cartas", 1980, uma reunião de sua correspondência. Seus livros "Vidas secas" e "Memórias do cárcere" são adaptados para o cinema por Nelson Pereira dos Santos, em 1963 e 1983, respectivamente. O filme "Vidas secas" obtem os prêmios "Catholique International du Cinema" e "Ciudad de Valladolid" (Espanha). Leon Hirszman dirige "São Bernardo", em 1980.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Maria Cecília Isaurralde&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-5719326317904753808?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/5719326317904753808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=5719326317904753808' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/5719326317904753808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/5719326317904753808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/ilustres-frequentadores-da-jos-olympio.html' title='Ilustres Frequentadores da José Olympio'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMOuvQuvyI/AAAAAAAAAQs/FXc9XzkOkr0/s72-c/raquel+de+queiroz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-2025384845388825742</id><published>2008-05-20T10:43:00.000-07:00</published><updated>2008-05-20T10:45:49.262-07:00</updated><title type='text'>Principais livros publicados pela José Olympio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A livraria José Olympio, ou apenas "A Casa", como o seu dono costumava chamar a editora e livraria que levava seu nome, foi uma das maiores editoras do Brasil no século XX, especialmente durante as décadas de 30, 40 e 50. Tal título não poderia ser diferente analisando alguns nomes publicados pela José Olympio. Manuel Bandeira, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, são alguns dos escritores que lançaram seus livros por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma curiosidade: Apesar de ter em seu acervo grandes nomes nacionais, a primeira publicação da editora José Olympio foi Conhece-te a ti Mesmo pela Psicanálise [How to psychoanalyse yourself], do norte-americano Joseph Ralph, que obtém grande êxito comercial, permanecendo no catálogo por cerca de vinte anos. Não se tratava de uma obra literária, e sim de um estilo de livro, hoje conhecido como auto-ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A editora estréia no ramo literário com o lançamento de A Ronda dos Séculos, de Gustavo Barroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1934 a sede da empresa transferia-se para o Rio de Janeiro, funcionando em vários endereços do centro, até abrigar-se em 1964 no prédio próprio, da Rua Marquês de Olinda, em Botafogo. Simultaneamente, a livraria que mantinha na Rua do Ouvidor, 110 tornou-se um endereço famoso, onde diariamente se reuniam os intelectuais cariocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As edições multiplicavam-se – de oito em 1933, passavam a 32 em 1934, 59 em 1935. Em 1936, com 66 títulos, a José Olympio já era a editora mais importante do país. Seu maior projeto foi a Coleção Documentos Brasileiros, criada em maio de 1936 sob a direção de Gilberto Freyre, cujo livro inicial foi Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, e que hoje conta com mais de 200 títulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, aborda aspectos centrais da história da cultura brasileira. O texto consiste de uma macro-interpretação do processo de formação da sociedade brasileira. Destaca, sobretudo, a importância do legado cultural da colonização portuguesa do Brasil, e a dinâmica dos arranjos e adaptações que marcaram as transferências culturais de Portugal para a sua colônia americana. O livro foi escrito na forma de um longo ensaio histórico, tendo sido dividido em sete partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro foi publicado originalmente pela Editora José Olympio, tendo sido posteriormente objeto de várias reedições ao longo do século XX. É considerado um dos mais importantes clássicos da historiografia e da sociologia brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma curiosidade: Foi com Raízes do Brasil, a primeira vez que fizeram uma vitrine inteira com diversos exemplares do livro, para sua divulgação na livraria José Olympio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nos primeiro anos, José Olympio publica os romances de José Lins do Rego Menino de Engenho e Bangüê, em tiragens ambiciosas para a época, com cinco mil e dez mil exemplares respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Romance "Caminho de Pedras" foi lançado em 1939 pela José Olympio. Assim que ouviu falar do livro, José Olympio viajou até o Ceará com o intuito de buscar Rachel de Queiroz para publicar seu livro do qual ouvira falar. Esta atitude é uma das que explica o relacionamento constante e afetuoso com os autores que editava. Atualizado com tudo o que se passava no país, não deixava escapar oportunidade alguma que lhe permitisse acrescentar autores à sua "família literária".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel de Queiroz também é a autora de O Quinze, seu primeiro e mais popular romance publicado pelo José Olympio. O título se refere a grande seca de 1915, vivida pela escritora em sua infância. O romance se dá em dois planos, um enfocando o vaqueiro Chico Bento e sua família, o outro a relação afetiva de Vicente, rude proprietário e criador de gado, e Conceição, sua prima culta e professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Amado também faz parte do grande time de autores publicados pela José Olympio. Seu romance "Mar Morto" publicado em 1936 trata do nascimento, vida e morte do personagem Guma, que o autor descreve como sendo uma história que se conta nos cais baianos, uma lenda, como ele mesmo diz no final do livro: "assim contam os homens do mar".&lt;br /&gt;Em verdade, o livro faz inúmeras referências a outros pescadores célebres, cita exaustivamente santos do candomblé e também descreve com grande detalhe o modo de vida miserável do "povo do mar", a morte sempre latente, náufragos e amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Amado foi o único autor a romper com José Olympio por motivos políticos. Mas a vaidade do escritor talvez tenha pesado tanto quanto a pureza ideológica: Jorge não gostou de ver seu nome publicado abaixo do de Plínio Salgado em um anúncio da editora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rodrigo Berthone &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-2025384845388825742?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/2025384845388825742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=2025384845388825742' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/2025384845388825742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/2025384845388825742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/principais-livros-publicados-pela-jos.html' title='Principais livros publicados pela José Olympio'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-2901715024964809929</id><published>2008-05-20T10:39:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:02.653-08:00</updated><title type='text'>A José Olympio e a influência na história do país</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMNY_QuvxI/AAAAAAAAAQk/1nJCNBJZzls/s1600-h/FOTO+-+JosÃ©+Olympio+e+polÃ&amp;shy;tica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202516717492682514" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMNY_QuvxI/AAAAAAAAAQk/1nJCNBJZzls/s400/FOTO+-+Jos%C3%A9+Olympio+e+pol%C3%ADtica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Grupo da esquerda para a direita: José Lins do Rego, Carlos Drummond de Andrade, Cândido Portinari, José Olympio e Manuel Bandeira.Rio de Janeiro, década de 50.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prestígio da José Olympio, embora não se abalasse com questões políticas, por conta da imparcialidade de seu dono J.O., era alimentado por autores partidários, de fato.&lt;br /&gt;Era um tempo de muitas tensões e embora os autores editados pela José Olympio fizessem parte da elite intelectual do país (frisando que a maioria dos mais importantes autores daquela época eram editados por J.O.), nem tudo eram só flores. A livraria era um local democrático, onde todos os pensamentos e ideologias eram discutidos, tanto conservadores, quanto opositores ao governo de Getúlio Vargas, de quem J.O. era amigo. Grande parte dos autores que divergiam em partidarismo político não se davam bem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Amado, por exemplo, rompeu com a livraria por questões políticas, após o início do Estado Novo; ele ficou magoado, pois J.O., na lista de autores que apareciam na propaganda da livraria, colocou o nome de Plínio Salgado (autor que apoiava o governo getulista) antes do seu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1942, quando a Alemanha começava a perder a potência e os Aliados avançavam para, posteriormente, vencer a II Guerra Mundial, os ânimos no Rio de Janeiro estavam exaltados. As passeatas de estudantes começavam a ir às ruas e surgiu, também, o primeiro movimento intelectual de oposição: a Associação Brasileira de Escritores (ABDE), em prol da luta pelo restabelecimento da liberdade de expressão. Dentre os fundadores da associação, estavam alguns editados da José Olympio: José Lins do Rego, Graciliano Ramos e Sérgio Buarque de Holanda. Mesmo não apoiando ou recriminando nenhum tipo de movimento – a não ser os concursos para descobrir novos talentos da literatura – a livraria era um antro de formação de opinião, afinal, nessa época de efervescência política, quem não tinha opinião formada, era só ir até a livraria para ouvir sobre várias diferentes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, mais ainda, a livraria ficava cheia de autores, mas o assunto quase não passava mais pelos sucessos de lançamentos recentes, dando lugar às discussões efervescentes sobre política. Depois da tarde na livraria, a maioria partia para o Amarelinho, o Juca’s Bar ou mesmo para o Bar Brasil, na Lapa, para dar continuidade à prosa. Mas a maior reunião democrático-esquerdista acontecia no bar Vermelhinho, no Centro, em frente à Associação Brasileira de Imprensa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J.O., além de respeitar ambos os lados, sempre foi um bom amigo. Quando Graciliano Ramos foi preso em 1935, por participar da Intentona Comunista, ele foi intervir a favor do autor e, com a ajuda de Zé Lins do Rego, conseguiu ser bem-sucedido e o amigo saiu logo da prisão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Livraria José Olympio Editora não foi apenas uma roda literária do Rio de Janeiro (como existiram muitas). Ela foi uma das grandes incentivadoras da literatura brasileira – que, de certa forma, começou a desenvolver-se por conta da impossibilidade da exportação de obras vindas da Europa durante a guerra. Foi a editora da maioria dos grandes nomes da literatura na época – e muito generosa, fazendo tiragens em números nunca vistos antes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A José Olympio não foi só uma livraria como outra qualquer, como essas grandes que vemos hoje em dia, nas quais os vendedores não sabem te dar sequer uma informação sem consultar o computador. Ela foi formadora de opinião, com obras de qualidade, mesmo num país em que mais da metade da população não sabia ler. Ela é parte importante da história do país.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Úrsula Laino de Oliveira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-2901715024964809929?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/2901715024964809929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=2901715024964809929' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/2901715024964809929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/2901715024964809929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/jos-olympio-e-influncia-na-histria-do.html' title='A José Olympio e a influência na história do país'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMNY_QuvxI/AAAAAAAAAQk/1nJCNBJZzls/s72-c/FOTO+-+Jos%C3%A9+Olympio+e+pol%C3%ADtica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-7020186551873358365</id><published>2008-05-20T10:28:00.001-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:03.448-08:00</updated><title type='text'>Artigo sobre a livraria City Lights, em São Francisco, Califórnia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMML_QuvwI/AAAAAAAAAQc/TuEq4fgixtA/s1600-h/pc-citylights533.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202515394642755330" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMML_QuvwI/AAAAAAAAAQc/TuEq4fgixtA/s400/pc-citylights533.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lawrence Ferlingetti fundou e dirige a Livraria (e também editorial) City Lights de S. Francisco, Califórnia, de onde a ""Beat generation" irradiou na segunda metade do século XX nomes como Jack Kerouac, Allen Ginsberg etc...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMLO_QuvsI/AAAAAAAAAP8/yVl1Bawdc9M/s1600-h/CityLights.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202514346670735042" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMLO_QuvsI/AAAAAAAAAP8/yVl1Bawdc9M/s400/CityLights.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lawrence é de 1919 (Yonkers, Estado de Nova York), filho de uma francesa, Clemence Albertine Mendes-Monsanto - e veio ao mundo pouco depois da morte de seu pai, o italiano e anarquista Carlo Ferlinghetti. Com menos de dois meses, o menino foi levado para a França, onde morou com uma tia até os seis anos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDML1vQuvvI/AAAAAAAAAQU/44Lan3vbD_8/s1600-h/p115905-San_Francisco-City_Lights_Basement.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202515012390665970" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDML1vQuvvI/AAAAAAAAAQU/44Lan3vbD_8/s400/p115905-San_Francisco-City_Lights_Basement.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De volta aos EUA, estudou na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, e serviu na marinha norte-americana durante a Segunda Guerra ("mas já era pacifista, a ponto de não disparar um tiro"). O poeta terminou seu mestrado pela Universidade de Columbia, em 1947. Completado em 1950, o doutorado é feito na Universidade de Paris (Sorbonne). De 1951 a 1953, quando se fixou em São Francisco, Ferlinghetti passa a pintar e torna-se crítico de arte. Em 1953, abre com Peter D. Martin a Livraria City Lights, que em 1955 passa também a publicar livros, com o nome de Editora City Lights. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante mais de meio século, a City Lights serviu como ponto de encontro de intelectuais, escritores e artistas. A Editora começou com a publicação de uma série de poetas sob formato de livros de bolso, com a qual Ferlinghetti criaria um fermento de dissidência de nível internacional. Em 1957, o lançamento de Howl, do poeta Allen Gisberg, causou polêmica. Apreendido sob acusação de obra obscena, o livro acabou liberado e vendeu num só dia 360 mil exemplares, além de atrair a atenção para São Francisco e para o renascer do movimento dos escritores da geração beat. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMLXvQuvtI/AAAAAAAAAQE/MSKhxmCBLJI/s1600-h/City_Lights_BS.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202514496994590418" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMLXvQuvtI/AAAAAAAAAQE/MSKhxmCBLJI/s400/City_Lights_BS.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O chileno Neruda, o russo Ievtuchenko, o italiano Pasolini, o inglês Malcolm Lowry: são muitos e célebres os poetas editados pela City Light. Inclusive, os poemas do próprio Ferlinghett, reunidos em ‘’A Coney Island of the Mind’’, carro-chefe da editora e até hoje o livro de poemas mais popular na América, editado em nove línguas, com mais de dois milhões de exempares vendidos. Há uma tradução brasileira de ótima fatura, feita por Eduardo Bueno e pelo poeta Leonardo Froés, "Um Parque de Diversões na Cabeça" (L&amp;amp;PM, 1984). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Far Rockaway of the Heart é seu mais recente livro de poemas. Só para nos situarmos: Coney Island é um parque de diversões nas cercanias de Nova York. Far Rockway, no Estado de Nova York, é uma localidade onde existe um também famoso parque de diversões. Em 1980, o hoje historiador brasileiro Eduardo Bueno esteve com o poeta em São Francisco: "De jeans, camisa de flanela xadrez de lenhador canadense, botas rústicas, ali estava ele, Ferlinghetti - sorridente ao lado de três garotas lindas, olhar safado beatífico, rosto queimado pelo sol, barba grisalha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sabedoria e vigor aos 60 anos. Apesar da origem italiana, mais parecia um irlandês ativo e empreendedor - daqueles que bebe uísque no gargalo e aparece trabalhando na construção das estradas de ferro em filmes classe B sobre o Oeste selvagem". Mas, na verdade, não era bem assim: estava ali também, à frente de Bueno, um poeta de extração supersofisticada, na linhagem de Appolinaire, e e. cummings, Ezra Pound, T.S. Eliot e William Carlos Williams. Ferlinghetti tem o poder de transformar em poesia os objetos mais banais, as coisas corriqueiras do cotidiano. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São poemas coloquiais, os seus, carregadospor profundo poder de empatia e comunicação. Poesia altamente cantábile - e não é à toa que o octogenário poeta circula ainda hoje pelo mundo lendo seus poemas para um público cada vez mais numeroso. "O bardo da geração beat, o cronista mais extremo e corrosivo de nossos tempos, o sarcástico ´cabaretista trágico´, diz o texto da contracapa desta edição italiana. Que complementa: "Se A ConeyIsland of the Mind contribuiu em 1958 para abrir os olhos de toda uma geração e para construir uma aura política, A Far Rockway of the Heart surge como um vibrante e novo apelo ético à tomada de consciência da geração que transita passivamente pelo novo século". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMLpvQuvuI/AAAAAAAAAQM/koAqYy0EVk8/s1600-h/city+lights+2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202514806232235746" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMLpvQuvuI/AAAAAAAAAQM/koAqYy0EVk8/s400/city+lights+2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não têm títulos os poemas de A Far Rockway of the Heart, apenas numerados em seqüência. Não querendo absolutamente concorrer com meu poetamigo e excelente tradutor Leornardo Fróes, passo às pressas para a língua pátria um exemplo da poética de fina estampa de Lawrence Ferlinghetti, exatamente o primeiro poema do livro:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Tudo muda e nada muda.&lt;br /&gt;Séculos findam&lt;br /&gt;e tudo continua&lt;br /&gt;como se nada findasse.&lt;br /&gt;Como nuvens estáticas a meio-vôo&lt;br /&gt;Como dirigíveis presos contra o vento.&lt;br /&gt;E a urbana febre das feras do cotidiano&lt;br /&gt;ainda domina as ruas. Mas ouço cantarem&lt;br /&gt;ainda agora as vozes dos poetas&lt;br /&gt;mescladas ao grito das prostitutas&lt;br /&gt;na velha Manhatan (*)&lt;br /&gt;ou na Paris de Baudelaire,&lt;br /&gt;chamados de pássaros ecoam&lt;br /&gt;nas ruelas da história&lt;br /&gt;renomeados.&lt;br /&gt;E agora são os Novecentos&lt;br /&gt;e a Bolsa quebrou de novo.&lt;br /&gt;E meu pai vagabundeia aqui perto com toda a sua coragem&lt;br /&gt;os olhos na calçada&lt;br /&gt;uma única lira italiana&lt;br /&gt;e um penny com a figura da cabeça de&lt;br /&gt;um indiano&lt;br /&gt;no bolso&lt;br /&gt;Traficantes de bebidas e carros fúnebres passam&lt;br /&gt;em câmera lenta.&lt;br /&gt;Enquanto ternos novos correm para o trabalho&lt;br /&gt;em arranha-céus que oscilam. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Por: Leonardo Maior, Leonardo Santos e Pedro Bereicoa.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-7020186551873358365?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/7020186551873358365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=7020186551873358365' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/7020186551873358365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/7020186551873358365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/artigo-sobre-livraria-city-lights-em-so.html' title='Artigo sobre a livraria City Lights, em São Francisco, Califórnia'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SDMML_QuvwI/AAAAAAAAAQc/TuEq4fgixtA/s72-c/pc-citylights533.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-4228785543551249653</id><published>2008-05-14T04:57:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:04.108-08:00</updated><title type='text'>Um comum engano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SCrUKfQuvoI/AAAAAAAAAPc/5XqcuV05M5U/s1600-h/Sh.Cofachada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200201996408110722" style="CURSOR: hand" height="284" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SCrUKfQuvoI/AAAAAAAAAPc/5XqcuV05M5U/s400/Sh.Cofachada.jpg" width="323" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Todos concordam que a Livraria Shakespeare and Company é uma maravilha. A maravilha dos livros. Dormir e acordar lá é o sonho de muitos escritores e aficcionados pela literatura. Localizada em um dos lugares mais bonitos e visitados de Paris, não perderá jamais seu charme, mesmo quando se faz algum engano quanto à origem. Várias histórias se perderam ou se misturaram e acabam confundindo os menos informados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SCrUdPQuvqI/AAAAAAAAAPs/2SVc-2pCHT0/s1600-h/Shak._antes_e_dps.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200202318530657954" style="WIDTH: 413px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px" height="174" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SCrUdPQuvqI/AAAAAAAAAPs/2SVc-2pCHT0/s400/Shak._antes_e_dps.jpg" width="339" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parte desse problema tem a ver com a confusão que se faz com a antiga Shakespeare and Company de Sylvia Beach. Esta ficava no bairro de Saint- German-des-Prés e foi onde, graças a Sylvia, que as primeiras edições do clássico “Ulisses”, obra de James Joyce, foram publicados com o selo da própria livraria. Freqüentada constantemente por ilustres fregueses, como: Henry Miller, Anaïs Nin, Ernest Hemingway, ficou também conhecida por seus exclusivos eventos e recitais, característica que, felizmente, sua sucessora manteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SCrURPQuvpI/AAAAAAAAAPk/zmhAp2nudog/s1600-h/George_e_Sh._Co..jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SCrVK_QuvrI/AAAAAAAAAP0/OUEYWKgti7k/s1600-h/George_e_Sh._Co..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200203104509673138" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SCrVK_QuvrI/AAAAAAAAAP0/OUEYWKgti7k/s400/George_e_Sh._Co..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1941 ela foi fechada pelos nazistas, e três anos depois, reaberta pelo próprio Hemingway. Foi então que George Withman comprou todo o acervo e adotou o mesmo nome, que segundo ele “uma utopia socialista disfarçada de livraria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por: Fernanda Barros e Leonardo Maior&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-4228785543551249653?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/4228785543551249653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=4228785543551249653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/4228785543551249653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/4228785543551249653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/um-comum-engano.html' title='Um comum engano'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SCrUKfQuvoI/AAAAAAAAAPc/5XqcuV05M5U/s72-c/Sh.Cofachada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-968030280602061606</id><published>2008-05-14T04:53:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:04.449-08:00</updated><title type='text'>Resenha do livro "Um Livro por Dia"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SCrTXPQuvnI/AAAAAAAAAPU/mFKB7P_kRHQ/s1600-h/Um_livro_por_dia_001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200201115939815026" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SCrTXPQuvnI/AAAAAAAAAPU/mFKB7P_kRHQ/s400/Um_livro_por_dia_001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Às margens do rio Sena com vista para a catedral Notre Dame. É nesse cenário, na rue de la bûcherie, que se situa a livraria Shakespeare and Comapny, local onde por 5 meses o autor do livro “Um livro por dia”, Jeremy Mercer, se hospedou e inspirou para narrar sua experiência na famosa e curiosa livraria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Repórter policial do jornal da capital canadense Ottawa “Ottawa Citizen”, Jeremy decide ir à Paris motivado por uma ameaça que recebe após ter publicado uma declaração confidencial de um integrante de uma organização criminosa da cidade no seu primeiro livro “Money for nothing: The Ten Best Ways to Make Money Illegaly in North America”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fundada em 1951 e desde então comandada pelo mítico George Withman, hoje com seus 94 anos, a livraria possui características peculiares. Uma delas é o fato de também servir de abrigo para jovens poetas, escritores e mochileiros apenas em troca de ajuda na limpeza e organização do local e no atendimento aos clientes. Outros requisitos de George é que seus hóspedes leiam um livro por dia e escrevam, práticas nem sempre seguidas tão à risca, o que em muitos momentos irritava o proprietário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em meio às dezenas de estantes, cômodos apertados, pouco mais de uma dúzia de camas e milhares de livros, onde podem ser encontradas algumas raridades literárias, Jeremy conhece personagens curiosos vindos das mais diferentes culturas. Devido à experiência de uns e astúcia de outros a cada dia iam sendo descobertas maneiras de como se divertir, alimentar e até tomar banho (já que a Shakespeare só possui uma banheira exclusiva para George e para os hóspedes ilustres) com o pequeno, ou quase nenhum, orçamento que possuíam. E claro, que numa cidade cara como Paris boas histórias acontecem em torno dessas sagas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Socialista utópico e detentor de uma personalidade única George, apesar de sempre hospitaleiro com os novos, não se deixa estabelecer relações afetivas facilmente. Logo se irrita com as longas permanências dos mais acomodados. Entretanto Mercer utiliza seu talento de jornalista e, no início, apenas escuta às incríveis histórias que o experiente livreiro contava. Assim, a confiança foi se estabelecendo criando verdadeiros vínculos entre os dois.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não era de se espantar que o local passasse por sérias dificuldades financeiras, pois era debaixo de travesseiros e dentro de livros onde ficava a maior parte do dinheiro. Withman pouco se preocupava com as questões burocráticas e de segurança da loja, quanto aos furtos de livros “ele apenas fecha os olhos, pois sabe que aquele dinheiro será usado por uma boa causa”, conta Jeremy. Fato que, até entender a dinâmica que move George, muitas vezes torna suas atitudes incoerentes. Pois o velho livreiro reaproveitava de pães duros a restos de caldos de sopas, um poupador de primeira linha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim o livro vai se desenrolando, de uma forma bem humorada o escritor canadense descreve suas impressões, experiências e revela como conviver com George mudou sua forma de ver as pessoas e as coisas no mundo, enfim, a vontade de se tornar uma pessoa melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Fernanda Barros e Talita Moreira &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-968030280602061606?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/968030280602061606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=968030280602061606' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/968030280602061606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/968030280602061606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/resenha-do-livro-um-livro-por-dia_14.html' title='Resenha do livro &quot;Um Livro por Dia&quot;'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SCrTXPQuvnI/AAAAAAAAAPU/mFKB7P_kRHQ/s72-c/Um_livro_por_dia_001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-4466824409256669204</id><published>2008-05-07T07:17:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:05.922-08:00</updated><title type='text'>Marquês do Herval: patrimônio da história literária carioca</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;“Escondidinha no subsolo da sombria galeria Marquês do Herval...”. Não foi à toa que usamos as palavras “escondidinha” e “sombria” ao falar do Edifício Marquês do Herval, local onde está instalada a Livraria Leonardo Da Vinci, e que possui toda uma história que justifica esses adjetivos, além de tantos outros adjetivos incomuns para a localização de uma livraria tão famosa e respeitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3j6EPusoI/AAAAAAAAAB8/7vSYE_s8sss/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196560131767054978" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3j6EPusoI/AAAAAAAAAB8/7vSYE_s8sss/s320/clip_image002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Edifício Marquês do Herval foi construído no lugar do Palace Hotel, empreendimento de arquitetura muito apreciada na época, por isso, desde sua construção tornou-se um edifício bastante polêmico, e carrega essa fama até hoje. Situado na Avenida Rio Branco 185, o edifício foi a primeira construção de características modernistas na Av. Rio Branco e, como qualquer inovação, alvo dos críticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos acontecimentos ligados ao Marquês do Herval desde a sua inauguração não tiveram uma explicação plausível, e o primeiro deles ocorreu ainda antes de sua construção. A empresa responsável pela idealização do empreendimento era a MMM, dos 3 irmãos arquitetos: Marcelo, Milton e Maurício. O mistério começou durante o projeto do edifício, quando um dos 3 arquitetos, o Milton, desapareceu sem explicação. O caso foi investigado e foi arquivado sem conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Edifício Marquês do Herval inaugurou em 1956, após 3 anos de construção, com 36 andares, 35 mil metros quadrados de área construída e 600 unidades, incluindo as lojas e sobrelojas. Devido a sua arquitetura futurista para a época, que inclui a rampa em espiral que leva até o subsolo do edifício, ele recebeu muitos apelidos e o primeiro deles surgiu ainda na época em que foi construído. Por sua arquitetura sinuosa, foi apelidado de Martha Rocha, a baiana que ganhara o título de Miss Universo naquele ano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3kPEPuspI/AAAAAAAAACE/Fsg9lhlgmKA/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196560492544307858" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3kPEPuspI/AAAAAAAAACE/Fsg9lhlgmKA/s320/clip_image002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Edifício Marquês do Herval inaugurou em 1956, após 3 anos de construção, com 36 andares, 35 mil metros quadrados de área construída e 600 unidades, incluindo as lojas e sobrelojas. Devido a sua arquitetura futurista para a época, que inclui a rampa em espiral que leva até o subsolo do edifício, ele recebeu muitos apelidos e o primeiro deles surgiu ainda na época em que foi construído. Por sua arquitetura sinuosa, foi apelidado de Martha Rocha, a baiana que ganhara o título de Miss Universo naquele ano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A fachada do edifício foi projetada de forma sinuosa e chama atenção até hoje, mas além de chamar atenção, sua “estranha” fachada “torta”, lhe rendeu diversos outros apelidos, como o “tem nego bebo aí” pelo efeito que causa em quem o olha de baixo para cima, bem próximo à fachada, e o mais conhecido deles: “tobogã de barata”. Os apelidos são mais uma curiosidade deste edifício.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3ku0PusqI/AAAAAAAAACM/j9EEG55zebc/s1600-h/clip_image003"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196561038005154466" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3ku0PusqI/AAAAAAAAACM/j9EEG55zebc/s320/clip_image003" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na sobreloja do edifício funcionava um dos mais importantes jornais da época: o Correio da Manhã, fato que está ligado a mais um dos mistérios ligados ao Marquês do Herval. Durante toda sua trajetória, o jornal fizera oposição a quase todos os presidentes, além de ter sido perseguido, fechado e ter seus proprietários presos, mas o Correio surgia ainda mais forte após cada embate com o DOPS (Delegacia de Ordem Política e Social). Mas foi pouco tempo depois de se instalar no Marquês do Herval que o jornal deixaria de circular, pois uma bomba explodiu no jornal. A explosão foi tão forte que não afetou apenas o Correio da Manhã, mas também os 10 primeiros andares do prédio, arrancando vidraças, lambris, mármores e esquadrias de lojas e escritórios. Três toneladas de vidro caíram na calçada da Rio Branco, e o Marquês do Herval entrava para a história política do nosso país.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3lIEPusrI/AAAAAAAAACU/SHzt86c9qYU/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196561471796851378" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3lIEPusrI/AAAAAAAAACU/SHzt86c9qYU/s320/clip_image002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3lgEPussI/AAAAAAAAACc/ZYvvgCKKEn4/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196561884113711810" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3lgEPussI/AAAAAAAAACc/ZYvvgCKKEn4/s320/clip_image002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro mistério deste edifício foi o incêndio ocorrido em 1973 que, como já dissemos, foi um dos fatos que contribuiu para uma das “caídas” da Livraria Leonardo da Vinci, já que o incêndio começou na loja em frente a livraria e destruiu o subsolo do edifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3l8kPustI/AAAAAAAAACk/aKMy_KSQUqg/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196562373739983570" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3l8kPustI/AAAAAAAAACk/aKMy_KSQUqg/s320/clip_image002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;CURIOSIDADES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sua criação, o Marquês do Herval era um edifício misto e, um dos primeiros registros do seu envolvimento com a história literária carioca, começou antes da Livraria Leonardo da Vinci. Antigos admiradores contam que o Marquês do Herval era procurado como residência dos chamados “amantes dos livros”, pessoas comuns, que gostavam de ler e cultivavam sua biblioteca pessoal em casa. Esses admiradores eram muitos ligados cultura do Rio de Janeiro e por isso gostavam de morar no Centro da Cidade, centro cultural na época. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que eles contam é que o Marquês do Herval era escolhido como residência dessas pessoas pelas características de temperatura e ambiente propiciada pela sua arquitetura, que era um diferencial para conservação dos livros da época, principalmente exemplares mais antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3mQUPusuI/AAAAAAAAACs/qs2-j0Y4ljo/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196562713042399970" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3mQUPusuI/AAAAAAAAACs/qs2-j0Y4ljo/s320/clip_image002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“A Veneziana &amp;amp; Vidro, aplicada nas circunstâncias em que é indicada – obviamente satisfeitas as recomendações técnicas -, promove melhores condições de arejamento do ambiente interno. O que é particularmente desejado em certas áreas ou regiões, de clima pouco ameno.” José Bina Fonyat Filho, arquiteto e ex-morador do Marquês do Herval.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outra curiosidade que muitos não sabem é sobre a figura que nomeia o edifício: quem foi Marquês do Herval? Marquês do Herval era o General Osório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente aconteceu um fato que não é bem uma curiosidade, mas que poucas pessoas têm conhecimento: o “polêmico”edifício Marquês do Herval foi tombado pela Prefeitura. O decreto de tombamento ocorreu considerando a preservação de imóveis e peças de arte que possuam grande valor arquitetônica para a cidade do Rio, e o Marquês do Herval possui um dos 24 painéis em mosaico do artista Paulo Werneck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3mlEPusvI/AAAAAAAAAC0/QdFZ_2rlJ18/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196563069524685554" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3mlEPusvI/AAAAAAAAAC0/QdFZ_2rlJ18/s320/clip_image002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O fato é que o meio literário sempre esteve presente na história do Marquês do Herval, seja com os moradores amantes dos livros, seja com o Correio da Manhã ou com os atuais sebo Berinjela e Livraria Leonardo da Vinci (que não é tão atual assim na história do edifício). Feio ou bonito, claro ou sombrio, polêmico ou não, tradicional ou estranho, o que não podemos negar é que, o Edifício Marquês do herval faz parte da história política e cultural da cidade do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem tem interesse ou curiosidade em conhecer o edifício Marquês do Herval, como já dissemos, ele fica no Centro da Cidade do Rio, na Avenida Rio Branco, 185.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3nhEPuswI/AAAAAAAAAC8/jownaCYePJg/s1600-h/imagem.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196564100316836610" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3nhEPuswI/AAAAAAAAAC8/jownaCYePJg/s320/imagem.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autora: Bianca Serrano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-4466824409256669204?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/4466824409256669204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=4466824409256669204' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/4466824409256669204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/4466824409256669204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/marqus-do-herval-patrimnio-da-histria.html' title='Marquês do Herval: patrimônio da história literária carioca'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3j6EPusoI/AAAAAAAAAB8/7vSYE_s8sss/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-6034472021546563882</id><published>2008-05-06T05:21:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T05:30:39.272-07:00</updated><title type='text'>Uma livraria e seus cinquenta limbos de história</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Uma Livraria com mais de 50 anos de serviços como à Leonardo da Vinci, tem seu público cativo, ao englobar jovens e idosos, com diversificados cleros e profissões. No local já perfilou diversas personalidades como os poetas Carlos Drummond de Andrade e Antônio Cícero. Ambos têm expostas nas paredes da livraria, localizada no Centro do Rio de Janeiro, poesias em homenagem aos bons serviços prestados por Dona Vanna e atualmente sua filha Millena Piraccini.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na íntegra, colocarei as poesias de Carlos Drummond de Andrade e Antônio Cícero:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Livraria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ao termo da espiral&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;que disfarça o caminho&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;com espadanas de fonte,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e ao peso do concreto&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de vinte pavimentos,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;a loja subterrânea&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;expõe os seus tesouros&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;como se defendesse&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de fomes apressadas.&lt;br /&gt;Ao nível do tumulto&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de rodas e de pés,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;não se decifra a ocultas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;infonia de letras&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e cores enlaçadas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;no silêncio dos livros&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;abertos em gravura.&lt;br /&gt;Aquário de aquarelas,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;mosaicos, bronzes,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;nus,arabescos de Klee,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;piscina onde flutuam&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;sistemas e delírios&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;mansos de filósofos,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;sentido e sem-sentido&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;das ciências e artes&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de viver: a quem sabe&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;mergulhar numa página,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;o trampolim se oferta.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A vida chega aqui&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;filtrada em pensamento&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;que não fere; no enlevotátil-visual de idéias&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;reveladas na tramado papel e que afloram&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;aladamente dançam&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;quatro metros abaixo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;do solo e das angústiaso seu balé de essências&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;para o leitor liberto.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Poema em homenagem à Livraria Leonardo da Vinci)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cidade e os Livros&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;para D. Vanna Piraccini&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio parecia inesgotável&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;à quele adolescente que era eu.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sozinho entrar no ônibus Castelo,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;saltar no fim da linha, andar sem medono centro da cidade proibida,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;em meio à multidão que nem notava&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;que eu não lhe pertencia - e de repente,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;anônimo entre anônimos, notareufórico que sim, que pertencia&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;a ela, e ela a mim - , entrar em becos,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;travessas, avenidas, galerias,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;cinemas, livrarias: Leonardoda Vinci Larga Rex Central Colombo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Marrecas Íris Meio-Dia Cosmos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Alfândega Cruzeiro Carioca&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Marrocos Passos Civilização&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Cavé Saara São José Rosário&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Passeio Público Ouvidor Padrão&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Vitória Lavradio Cinelândia:&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;lugares que antes eu nem conhecia&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;abriam-se em esquinas infinitas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de ruas doravante prolongáveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;In: Antonio Cicero - A Cidade e os Livros&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autora da postagem: Isabela Guedes &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-6034472021546563882?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/6034472021546563882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=6034472021546563882' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/6034472021546563882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/6034472021546563882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/uma-livraria-e-seus-cinquenta-limbos-de.html' title='Uma livraria e seus cinquenta limbos de história'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-7243374865618695888</id><published>2008-05-04T09:21:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:06.335-08:00</updated><title type='text'>Livrarias na Berlinda</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3jLkPusnI/AAAAAAAAAB0/K7t7mKOYGhw/s1600-h/livrarias.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196559332903137906" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3jLkPusnI/AAAAAAAAAB0/K7t7mKOYGhw/s320/livrarias.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O suplemento “Vitrine”, que circula aos sábados no jornal Folha de S. Paulo, publicou recentemente (em 26 de abril) uma reportagem sobre livrarias, intitulada “RANKING DAS LIVRARIAS – Repórter percorre dez lojas de São Paulo para comparar a qualidade de atendimento, a organização e a estrutura”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dez estabelecimentos da cidade foram avaliados em itens como “agilidade do vendedor para buscar títulos” e “eficiência da sinalização das seções”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As livrarias foram comparadas e reunidas em um ranking. Martins Fontes e Da Vila obtiveram os melhores desempenhos, no geral, e a Nobel ocupou a última colocação na lista.&lt;br /&gt;Redes de lojas citadas aqui no Livrarias &amp;amp; Livreiros também fizeram parte da pesquisa. A livraria Saraiva apareceu em 3° lugar, sendo considerados negativos apenas os itens “organização dos livros” e “tempo de espera para atendimento”. Já a Fnac ficou em 7° e a Siciliano, na 9ª posição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seria interessante realizar o mesmo tipo de avaliação aqui no Rio de Janeiro. Como será que as livrarias pesquisadas e visitadas por nós apareceriam no ranking? Saraiva, Fnac e Siciliano ocupariam as mesmas posições da pesquisa de São Paulo? E qual seria a livraria mais bem colocada? Arrisquem seus palpites, comentem!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E que tal ouvir parentes e amigos? Perguntem a eles sua opinião sobre as livrarias da nossa cidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para inspirar, aqui vão alguns trechos importantes da reportagem da Folha, escrita por Cyrus Afshar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Comprar um livro é quase um ritual. Cada leitor tem seu jeito: uns escolhem por impulso, em passeios desinteressados. Outros já saem preparados, sabendo exatamente o que querem e não são de muito papo. Tem os que chegam à livraria atrás de uma obra específica, mas nem sempre têm na ponta da língua o título completo ou a grafia do sobrenome do autor.&lt;br /&gt;Em qualquer um dos casos, vendedor atento e livraria bem organizada são fundamentais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem se identificar, a reportagem do Vitrine percorreu dez livrarias em São Paulo (grandes, pequenas e médias) e comparou o atendimento e a sinalização de cada um. Para isso, foram feitos três testes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No primeiro teste, foi medido o tempo decorrido entre a entrada do repórter na livraria e o aparecimento de um funcionário oferecendo ajuda. No segundo teste, foi avaliada a agilidade do vendedor em localizar títulos. Aqui, o repórter pediu sempre o mesmo lançamento (“O Sol do Brasil”, de Lílian Schwarcz) e um livro mais acadêmico (“Globalização, Democracia e Terrorismo”, de Eric Hobsbawm), mas sem informar os títulos ou as grafias exatas dos nomes dos autores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No terceiro teste, a reportagem pediu sugestões de presente para o Dia das Mães. Nesse caso, não se levou em conta a rapidez ou a qualidade do que foi recomendado, mas a preocupação do vendedor em atender ao pedido de maneira mais personalizada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Além do atendimento, foram observados os recursos à disposição do consumidor para que ele se vire bem sozinho, como sinalização das seções, ordem dos livros nas seções e presença ou não de leitores do código de barra e computadores para pesquisa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Das dez livrarias citadas pela reportagem (Martins Fontes, Livraria da Vila, Saraiva, Cultura, Vozes, Ícone, Fnac, Cortez, Siciliano e Nobel, na ordem em que aparecem no ranking), oito tiveram desempenho bom ou muito bom na contagem final. As que se saíram melhor foram a Da Vila e Martins Fontes. Ficaram um pouco abaixo da média Nobel, Siciliano e Cortez. Nessas lojas, o fator negativo que mais pesou foi o tempo decorrido entre a entrada do repórter na livraria e o atendimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na Cultura, o repórter esperou mais de oito minutos para ser atendido. “Queremos atender o mais rápido possível”, disse Fábio Herz, 35, diretor comercial da Cultura, ao reconhecer a falha. “O que a gente reforça muito no treinamento é para o vendedor não ser ostensivo, mas se mostrar sempre disponível”. Ele afirmou que a demora foi causada pelo movimento acima das expectativas e que isso tem que ser levado em conta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a Cultura foi uma das melhores nos demais testes, reflexo da preparação: seus vendedores são treinados por 40 dias antes do contato com o público.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os recursos de auto-atendimento da maioria das livrarias são satisfatórios. As que se saíram pior foram Cortez e Ícone.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o diretor-geral da Cortez, Ednilson Xavier, a sinalização pouco clara das seções do segundo andar da sua loja vai mudar. Já a gerente da Ícone, Carla Fanelli, afirmou que a sinalização da unidade da rua Augusta é adequadas. “Os nomes das seções não são muito grandes, mas dá para enxergar”, disse.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No auto-atendimento, o destaque positivo foi a pequena livraria Vozes, que tem leitor de preço, computadores para busca, seções bem sinalizadas e ordem de livros por autor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autora: Mariana Carnevale&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-7243374865618695888?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/7243374865618695888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=7243374865618695888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/7243374865618695888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/7243374865618695888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/05/livrarias-na-berlinda.html' title='Livrarias na Berlinda'/><author><name>Alunos 2008</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SB3jLkPusnI/AAAAAAAAAB0/K7t7mKOYGhw/s72-c/livrarias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-274398179658607724</id><published>2008-04-29T06:39:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:06.568-08:00</updated><title type='text'>Resenha do Livro "Rua do Ouvidor, 110"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SBdYw5qjLuI/AAAAAAAAAPM/ZSy0J30GMGU/s1600-h/livros4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194718292331409122" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SBdYw5qjLuI/AAAAAAAAAPM/ZSy0J30GMGU/s400/livros4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma vida, uma livraria. Em um tempo em que as livrarias, diferentemente dos dias atuais, não eram apenas lojas de livros e o livreiro era muito mais que um simples atendente é inaugurada a Livraria José Olympio Editora. Seu fundador foi José Olympio e 75 anos após sua inauguração, Lucila Soares, que é sua neta escreve um livro reunindo histórias e curiosidades e que nos fazem nostálgicos de um tempo que nem sequer vivemos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de José Olympio, da Livraria e da Editora são inseparáveis. Paulista de Batatais J.O. , como passou a ser conhecido, saiu de sua cidade e foi trabalhar na famosa livraria "Garraux" na capital de São Paulo. Lá foi ocupar um cargo modesto, contudo era um homem determinado e, em pouco tempo chegou a gerente. Em 1931, surge uma grande oportunidade em sua vida, com a morte de Alfredo Pujol, um grande colecionador de livros raros, sua família decide pôr toda sua biblioteca a venda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ajuda de amigos, J.O. compra a biblioteca, que incluía além de livros, toda a mobília, e assim abre as portas de sua livraria. Apenas um ano depois, em 1932, lançou um livro "Conhece-te pela psicanálise" inaugurando também a editora. Com a crise de 29, São Paulo, que era a grande metrópole brasileira, estava em crise e assim em 1934 a Livraria José Olympio Editora se transfere para o Rio de Janeiro e passa a ocupar a loja do Edifício Portella que se localizava na Rua do Ouvidor, 110, endereço que a imortalizou. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já instalado no Rio de Janeiro editou grandes nomes da literatura brasileira tais como Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre, Jorge Amado, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Rubem Braga, entre outros. E, entre 1934 e 1955, muitos deles fizeram da Livraria José Olympio o ponto de encontro diário, fosse para conversar ou até mesmo brigar. Para Carlos Drummond de Andrade "A editora tinha alma". J.O. era um amigo muito querido tendo tirado muito de seus amigos da prisão. Além disso, era um empresário ousado: apostou em tiragens enormes e adiantava direitos autorais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1955 a Livraria foi obrigada a deixar o prédio da Rua do Ouvidor. Passou por outros dois endereços até se estabelecer em Botafogo na Rua Marquês de Olinda, 12, em 1964. Apesar de J.O. tentar continuar com a tal alma dita por Drummond usando de artifícios como a criação de um restaurante no novo prédio, os dias não eram mais os mesmos e alguns de seus grandes amigos e freqüentadores da "Casa", que era como J.O. se referia a Livraria, já haviam morrido. Após passar por uma grande crise, em 1975, J.O. perdeu sua empresa que ficou sob a administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e, tempos depois, passou a fazer parte do grupo Record, onde está até hoje. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Autora Lucila Soares é jornalista e atualmente é editora chefe da sucursal Rio da revista VEJA. É neta de José Olympio e relutou em aceitar o convite para escrever o livro apesar de já ter esse desejo há muito tempo. Porém alcança seu objetivo contando a história dessa grande Livraria de maneira interessante e totalmente imparcial. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Daniel Vidal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-274398179658607724?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/274398179658607724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=274398179658607724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/274398179658607724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/274398179658607724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/04/resenha-do-livro-rua-do-ouvidor-110.html' title='Resenha do Livro &quot;Rua do Ouvidor, 110&quot;'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SBdYw5qjLuI/AAAAAAAAAPM/ZSy0J30GMGU/s72-c/livros4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-2446510350860080547</id><published>2008-04-25T09:07:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:06.917-08:00</updated><title type='text'>Garnier</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma livraria, um livreiro&lt;/span&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SBUCdZqjLtI/AAAAAAAAAPE/HFLOpjkq_DM/s1600-h/almanaque.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194060449370549970" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SBUCdZqjLtI/AAAAAAAAAPE/HFLOpjkq_DM/s400/almanaque.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Baptiste Louis Garnier, era francês e chegou ao Brasil trazendo um enorme acervo literário. Em 1844, abriu a livraria Garnier, na Rua da Quitanda, 69, depois fincou raíz na Rua do Ouvidor, 71. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos a livraria passou a ser lugar de debates entre autores já conhecidos e outros que queriam ter suas obras publicadas. O mediador era um nome conhecido de todos os brasileiros: Machado de Assis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias dos debates literários os lugares eram muito disputados. Aquele escritor que tivesse seu texto aprovado por Machado de Assis, saberia que as chances de ter sua obra publicada eram muitas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, Garnier não era uma unanimidade em adoração. Normalmente enviava as obras que fosse editar para Paris, o que irritava alguns escritores. Outro fator que pesava negativamente em sua imagem era a compra definitiva dos direitos de cada livro editado em sua livraria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a força do livreiro e seu tino para os negócios, Garnier não conseguiu resistir a depressão política de 1934 e fechou suas portas. Hoje é considerado por historiadores o responsável pelo desenvolvimento editorial brasileiro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abaixo um texto que fala sobre Garnier, publicado em outubro de 1893 por Machado de Assis.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Segunda-feira desta semana, o livreiro Garnier saiu pela&lt;br /&gt;primeira vez de casa para ir a outra parte que não a livraria. Revertere ad&lt;br /&gt;locum tuum -- está escrito no alto da porta do cemitério de S. João Batista.&lt;br /&gt;Não, murmurou ele talvez dentro do caixão mortuário, quando percebeu para onde o&lt;br /&gt;iam conduzindo, não é este o meu lugar; o meu lugar é na Rua do Ouvidor 71, ao&lt;br /&gt;pé de uma carteira de trabalho, ao fundo, à esquerda: é ali que estão os meus&lt;br /&gt;livros, e minha correspondência, as minhas notas, toda a minha escrituração. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Durante meio século, Garnier não fez outra cousa,&lt;br /&gt;senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos,&lt;br /&gt;com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde&lt;br /&gt;regressava antes de cair a noite. Uma tarde, ao encontrá-lo na rua, quando se&lt;br /&gt;recolhia, andando vagaroso, com os seus pés direitos, metido em um sobretudo,&lt;br /&gt;perguntei-lhe por que não descansava algum tempo. Respondeu-me com outra&lt;br /&gt;pergunta: Pourriez-vous résister, si vous étiez forcé de ne plus faire ce que&lt;br /&gt;vous auriez fait pendant cinquante ans? Na véspera da morte, se estou bem&lt;br /&gt;informado, achando-se de pé, ainda planejou descer na manhã seguinte, para dar&lt;br /&gt;uma vista de olhos à livraria.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Essa livraria é uma das últimas casas da Rua do&lt;br /&gt;Ouvidor; falo de uma rua anterior e acabada. Não cito os nomes das que se foram&lt;br /&gt;porque não as conheceríeis, vós que sois mais rapazes que eu, e abristes os&lt;br /&gt;olhos em uma rua animada e populosa onde se vendem ao par de belas jóias,&lt;br /&gt;excelentes queijos. Uma das últimas figuras desaparecidas foi o Bernardo, o&lt;br /&gt;perpétuo Bernardo, cujo nome achei ligado aos charutos do Duque de Caxias, que&lt;br /&gt;tinha fama de os fumar únicos, ou quase únicos. Há casas como a Laemmert e o&lt;br /&gt;Jornal do Comércio, que ficaram e prosperaram, embora os fundadores se fossem; a&lt;br /&gt;maior parte, porém, desfizeram-se com os donos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Garnier é das figuras derradeiras. Não aparecia&lt;br /&gt;muito; durante os 20 anos das nossas relações, conheci-o sempre no mesmo lugar&lt;br /&gt;ao fundo da livraria, que a princípio era em outra casa, n.° 69, abaixo da Rua&lt;br /&gt;Nova. Não pude conhecê-lo na da Quitanda, onde se estabeleceu primeiro. A&lt;br /&gt;carteira é que pode ser a mesma, como o banco alto onde ele repousava, às vezes,&lt;br /&gt;de estar em pé. Aí vivia sempre, pena na mão, diante de um grande livro, notas&lt;br /&gt;soltas, cartas que assinava ou lia. Com o gesto obsequioso, a fala lenta, os&lt;br /&gt;olhos mansos, atendia a toda gente. Gostava de conversar o seu pouco. Neste&lt;br /&gt;caso, quando a pessoa amiga chegava, se não era dia de mala ou se o trabalho ia&lt;br /&gt;adiantado e não era urgente, tirava logo os óculos deixando ver no centro do&lt;br /&gt;nariz uma depressão do longo uso deles. Depois vinham duas cadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco sabia da política da terra, acompanhava a de França, mas só o ouvi&lt;br /&gt;falar com interesse por ocasião da guerra de 1870. O francês sentiu-se francês.&lt;br /&gt;Não sei se tinha partido; presumo que haveria trazido da pátria, quando aqui&lt;br /&gt;aportou, as simpatias da classe média para com a monarquia orleanista. Não&lt;br /&gt;gostava do império napoleônico. Aceitou a república, e era grande admirador de&lt;br /&gt;Gambetta.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Daquelas conversações tranqüilas, algumas longas,&lt;br /&gt;estão mortos quase todos os interlocutores, Liais, Fernandes Pinheiro, Macedo&lt;br /&gt;Joaquim Norberto, José de Alencar, para só indicar estes. De resto, a livraria&lt;br /&gt;era um ponto de conversação e de encontro. Pouco me dei com Macedo, o mais&lt;br /&gt;popular dos nossos autores, pela Moreninha e pelo Fantasma Branco, romance e&lt;br /&gt;comédia que fizeram as delícias de uma geração inteira. Com José de Alencar foi&lt;br /&gt;diferente; ali travamos as nossas relações literárias. Sentados os dous, em&lt;br /&gt;frente à rua, quantas vezes tratamos daqueles negócios de arte e poesia, de&lt;br /&gt;estilo e imaginação, que valem todas as canseiras deste mundo. Muitos outros iam&lt;br /&gt;ao mesmo ponto de palestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não os cito, porque teria de nomear um&lt;br /&gt;cemitério, e os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando&lt;br /&gt;outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João&lt;br /&gt;Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam&lt;br /&gt;divertir-se. Iam alegres como quem não pisa memórias nem saudades. As figuras&lt;br /&gt;sepulcrais eram, para elas, lindas bonecas de pedra; todos esses mármores faziam&lt;br /&gt;um mundo único, sem embargo das suas flores mofinas, ou por elas mesmas, tal é a&lt;br /&gt;visão dos primeiros anos. Não citemos nomes.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nem mortos, nem vivos. Vivos há-os ainda, e dos&lt;br /&gt;bons, que alguma cousa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez.&lt;br /&gt;Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande,&lt;br /&gt;a procura certa. Garnier, que fez custosas edições dessas, foi também editor de&lt;br /&gt;obras literárias, o primeiro e o maior de todos. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os seus catálogos estão cheios dos nomes&lt;br /&gt;principais, entre os nossos homens de letras. Macedo e Alencar, que eram os mais&lt;br /&gt;fecundos, sem igualdade de mérito, Bernardo Guimarães, que também produziu muito&lt;br /&gt;nos seus últimos anos, figuram ao pé de outros, que entraram já consagrados, ou&lt;br /&gt;acharam naquela casa a porta da publicidade e o caminho da reputação.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não é mister lembrar o que era essa livraria tão&lt;br /&gt;copiosa e tão variada, em que havia tudo, desde a teologia até à novela, o livro&lt;br /&gt;clássico, a composição recente, a ciência e a imaginação, a moral e a técnica.&lt;br /&gt;Já a achei feita; mas vi-a crescer ainda mais, por longos anos. Quem a vê agora,&lt;br /&gt;fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário&lt;br /&gt;e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma cousa à rua. Com efeito, falta&lt;br /&gt;uma grande parte dela, e bem pode ser que não volte, se a casa não conservar a&lt;br /&gt;mesma tradição e o mesmo espírito.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as&lt;br /&gt;suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena,&lt;br /&gt;porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da&lt;br /&gt;riqueza era também o do castigo. Esta é uma das misericórdias da Divina&lt;br /&gt;Natureza. Não importa: laboremus. Valha sequer a memória, ainda que perdida nas&lt;br /&gt;páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que&lt;br /&gt;neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar&lt;br /&gt;alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma&lt;br /&gt;sepultura perpétua. Perpétua!&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa: Roberta Hoth&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Texto: Lucas Maia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-2446510350860080547?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/2446510350860080547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=2446510350860080547' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/2446510350860080547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/2446510350860080547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/04/garnier.html' title='Garnier'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SBUCdZqjLtI/AAAAAAAAAPE/HFLOpjkq_DM/s72-c/almanaque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-2312770283375461404</id><published>2008-04-18T07:12:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:07.467-08:00</updated><title type='text'>Velho Comércio do Rio de Janeiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SAivDwdXecI/AAAAAAAAAO4/iHV6xB--GWE/s1600-h/livrolivrarisetc.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190591049627040194" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SAivDwdXecI/AAAAAAAAAO4/iHV6xB--GWE/s400/livrolivrarisetc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O livro, "O velho comércio do Rio de Janeiro", de Ernesto Senna, publicado pela Associação Comercial do Rio de Janeiro, conta a história de diversas lojas centenárias do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SAitZQdXebI/AAAAAAAAAOw/KtlAayUepTY/s1600-h/livrariagarnier.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190589219970972082" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SAitZQdXebI/AAAAAAAAAOw/KtlAayUepTY/s400/livrariagarnier.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A primeira edição foi lançada pela Editora Garnier, em 1910. Três livrarias são destacadas: a própria Garnier (na foto, a fachada e o interior da loja) a Laemmert e a Sellos &amp;amp; Couto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é uma raridade entre colecionadores e foi emprestado aos alunos pela jornalista Lucila Soares, da Veja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-2312770283375461404?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/2312770283375461404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=2312770283375461404' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/2312770283375461404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/2312770283375461404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/04/velho-comrcio-do-rio-de-janeiro.html' title='Velho Comércio do Rio de Janeiro'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SAivDwdXecI/AAAAAAAAAO4/iHV6xB--GWE/s72-c/livrolivrarisetc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-3144709738076013177</id><published>2008-04-15T14:07:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:07.607-08:00</updated><title type='text'>Lucila Soares na FACHA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SAUZdAdXeZI/AAAAAAAAAOg/9eW1_nchvk8/s1600-h/Lucila_003_%3D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189582131744438674" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SAUZdAdXeZI/AAAAAAAAAOg/9eW1_nchvk8/s400/Lucila_003_%3D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Lucila Soares, autora do livro "Rua do Ouvidor, 110", esteve nesta terça-feira, 15 de abril, na Faculdades Integradas Hélio Alonso, palestrando sobre sua obra. O Livro conta a história da Livraria José Olympio Editora, fundada por José Olympio e que em sua época áurea funcionou no endereço que dá título ao livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na palestra Lucila, que é neta de José Olympio, contou um pouco da história da livraria, além de relatar detalhes de como foram feitas as pesquisa e as entrevistas que resultaram no seu livro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-3144709738076013177?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/3144709738076013177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=3144709738076013177' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/3144709738076013177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/3144709738076013177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/04/lucila-soares-na-facha.html' title='Lucila Soares na FACHA'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/SAUZdAdXeZI/AAAAAAAAAOg/9eW1_nchvk8/s72-c/Lucila_003_%3D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-3575454026242950252</id><published>2008-04-08T14:37:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:08.541-08:00</updated><title type='text'>Freqüentadores Baratos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Clientes rotineiros opinam sobre a qualidade do Sebo Baratos da Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vmMo1LYJI/AAAAAAAAANg/-9wIf-gczqk/s1600-h/imagem+1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186992500640538770" style="WIDTH: 210px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" height="182" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vmMo1LYJI/AAAAAAAAANg/-9wIf-gczqk/s400/imagem+1.bmp" width="240" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vmRY1LYKI/AAAAAAAAANo/-TfUHq0CGzk/s1600-h/imagem+2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186992582244917410" style="CURSOR: hand" height="154" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vmRY1LYKI/AAAAAAAAANo/-TfUHq0CGzk/s400/imagem+2.bmp" width="210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em visita ao sebo, encontramos alguns freqüentadores assíduos, que se dispuseram a dar entrevista ao grupo. Nas entrevistas, idéias e elogios não faltaram aos “Baratos”; a maior parte de seus freqüentadores afirma que é um dos melhores sebos da Zona Sul, pois possui um ambiente agradável e um grande acervo de livros, bem conservados - segundo os entrevistados. Além disso, neste singelo lugar, podemos encontrar um público bem eclético, desde estudantes leigos a mestres estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Melhor Sebo da Zona Sul" &amp;shy;&amp;shy;&amp;shy;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vmzY1LYLI/AAAAAAAAANw/10i388ch1H4/s1600-h/imagem+3.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186993166360469682" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vmzY1LYLI/AAAAAAAAANw/10i388ch1H4/s400/imagem+3.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(Mark, professor universitário aposentado, dava aulas de Espanhol e Francês. Lecionava em Londres e há três anos está no Brasil. Seus livros preferidos são os grandes romances ingleses. Classificou a Baratos da Ribeiro como o melhor sebo da Zona Sul, pois sempre consegue encontrar bons livros lá. Visita o Baratos no mínimo, duas vezes na semana.)&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Não procuro só livros, mas também vinis”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vnb41LYMI/AAAAAAAAAN4/uQK8JI8Rhe4/s1600-h/imagem+4.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186993862145171650" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vnb41LYMI/AAAAAAAAAN4/uQK8JI8Rhe4/s400/imagem+4.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(Flávia, psicóloga, moradora de Copacabana, freqüentadora de longa data do sebo. Está sempre em busca de livros de Lacan e Proust. Simpatiza muito com o sebo e declara que não vai lá somente com o intuito de conseguir bons livros, mas também de cds e vinis; inclusive, já visitou o clube do vinil.)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Autores: João Felipe e Leandro Panaro.&lt;br /&gt;Fotos: Fabiana Bernardes e Priscila Silva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-3575454026242950252?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/3575454026242950252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=3575454026242950252' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/3575454026242950252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/3575454026242950252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/04/freqentadores-baratos.html' title='Freqüentadores Baratos'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vmMo1LYJI/AAAAAAAAANg/-9wIf-gczqk/s72-c/imagem+1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-4097515804895476778</id><published>2008-04-08T05:27:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:08.793-08:00</updated><title type='text'>Baratos da Ribeiro – “A Livraria mais completa entre os sebos cariocas” desde 2001</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_tk0Y1LYII/AAAAAAAAANY/cFDNC6VcWDs/s1600-h/se+bo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186850247028727938" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_tk0Y1LYII/AAAAAAAAANY/cFDNC6VcWDs/s400/se+bo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A Filosofia da Livraria Baratos da Ribeiro é servir como um caminho aos livros e discos de todas as épocas, para que essas importantes obras não caiam no desuso. No texto de apresentação do site (&lt;a href="http://www.baratosdaribeiro.com.br/"&gt;http://www.baratosdaribeiro.com.br/&lt;/a&gt;) da Baratos da Ribeiro pode ser visto que a Livraria acredita que uma pessoa ao visitar uma boa biblioteca ou loja de discos sai plenamente satisfeita quando é surpreendida. “A princípio um sebo. Com o olhar atento, uma aventura”. Maurício Gouveia é o livreiro (e também jornalista) responsável pela Livraria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da Baratos da Ribeiro ser um lugar acessível a boa cultura, ainda oferece a oportunidade para quem se interessa em vender seus livros e discos. A livraria conta com uma coleção de 20.000 livros, 7 mil LP’s, além de CD’s e HQ’s.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acervo disponibiliza livros de Literatura, Filosofia, Brasiliana, História, Filosofia, Ciência Sociais, Divulgação Científica, Teatro, Poesia, Ficção Científica, Música, Cinema, além de Cultura Pop &amp;amp; Contracultura. Os mais variados ritmos também podem ser encontrados na coleção de discos de vinil (LP’s), em especial a Bossa Nova dos anos 60, a Velha Guarda e o Tropicalismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site tem uma construção bastante interessante, tem várias seções como o blog da Livraria, o Clube do Vinil e o Clube da Leitura. Este último é um evento semanal realizado todas as terças das 20 às 23h direcionado para os amantes da leitura, onde se encontram para trocar figurinha sobre o assunto e ler os mais diversos temas. Lá, também é realizado o Clube do Vinil às quintas-feiras das 20:30 às 23:00h, onde colecionadores de LP’s são convidados para um encontro musical pelo DJ Ácaro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao conhecer o espaço pessoalmente, percebemos que a Baratos da Ribeiro além de ser um lugar que atrai os amantes da leitura, ao mesmo tempo é um lugar com muita musicalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENDEREÇO:Rua Barata Ribeiro n. 354, loja D.Próximo ao metrô Siqueira Campos, Copacabana. De segunda a sexta, aberto de 9h às 20h. Aos sábados, de 11h às 16h.(Temos, entretanto uma movimentada programação cultural com horários alternativos).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores: Débora Nascimento, Isabela Cordeiro e Priscilla Lemos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-4097515804895476778?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/4097515804895476778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=4097515804895476778' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/4097515804895476778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/4097515804895476778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/04/filosofia-da-livraria-baratos-da.html' title='Baratos da Ribeiro – “A Livraria mais completa entre os sebos cariocas” desde 2001'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_tk0Y1LYII/AAAAAAAAANY/cFDNC6VcWDs/s72-c/se+bo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-368223640616184066</id><published>2008-04-08T03:49:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:09.874-08:00</updated><title type='text'>LEONARDO DA VINCI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Na galeria... catando a poesia que entornas no chão"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vqAY1LYNI/AAAAAAAAAOA/AJOREHVGD8Q/s1600-h/Da_Vinci_004.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186996688233652434" style="WIDTH: 370px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px" height="249" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vqAY1LYNI/AAAAAAAAAOA/AJOREHVGD8Q/s400/Da_Vinci_004.jpg" width="309" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Uma cinqüentona de respeito. É isso que podemos dizer da Leonardo da Vinci. Fundada em 1952, a simpática livraria do centro do Rio de Janeiro é um exemplo de “cair nove vezes e levantar dez”, como diria a livreira Vanna Piraccini, ou simplesmente D. Vanna, a italiana mais brasileira da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provérbio, japonês, é certamente um belo sinônimo para a conturbada – e ao mesmo tempo, fantástica – história da Leonardo da Vinci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascida em Bologna, na Itália, D. Vanna veio para o Brasil em 1952, acompanhando seu marido, o advogado Andrei Duchiade, e no mesmo ano abriria as portas da Leonardo da Vinci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inaugurada primeiramente no 18 º andar do edifício Delamare, na Avenida Presidente Vargas, a livraria mudou-se para a avenida Rio Branco, em 1956, endereço que ocupa até hoje, e cresceu, tornando-se ponto de encontro de intelectuais, professores e estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, quase 56 anos depois de sua inauguração, conhecemos a Da Vinci (permitam-nos uma certa intimidade) com uma maior atenção. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escondidinha no subsolo da sombria galeria Marquês do Herval, a livraria acaba se revelando um oásis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um adendo: o subsolo da galeria é composto pela Da Vinci (enorme), o simpático sebo Berinjela, o lindo Café Gioconda e alguns outros estabelecimentos um pouco menos charmosos (com todo o respeito).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fomos recebidos por Milena Duchiade, filha de D. Vanna. É ela quem, desde 1997, ajuda a mãe no comando da livraria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia da nossa visita, D. Vanna estava em Paris, acompanhando a Feira do Livro local.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Milena é médica, mas parece ter sido “contaminada” pelo vírus das letras. Afinal, sua mãe é formada em Belas Artes e seu pai era advogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_yv1Y1LYQI/AAAAAAAAAOY/dsIgM7xUDaM/s1600-h/Mapa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187214202557391106" style="CURSOR: hand" height="271" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_yv1Y1LYQI/AAAAAAAAAOY/dsIgM7xUDaM/s400/Mapa.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Além de representar a Leonardo Da Vinci, Milena também preside, atualmente, a AEL - Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro (ver Nomes &amp;amp; Links). Graças a este trabalho, criou, em dezembro de 2006, um mapa de livrarias do centro chamado “Roteiro das Livrarias do Centro Histórico do Rio de Janeiro”. Sobre o mapa, Milena fez uma observação importante: menos de um ano e meio após sua divulgação, algumas livrarias citadas já não estão mais em funcionamento, como a Ciências e Cultura, que ficava na Rua Sete de Setembro. Triste exemplo do mercado de livros brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitamos o gancho, quisemos saber como uma livraria consegue se manter por mais de 50 anos, com o panorama literário atual (que Milena chama de “iogurtização” – livros com prazo de validade. Esse assunto rende e vai ser retomado mais adiante. Ver Expressões) e tendo passado por tantos percalços (que ainda nem contamos!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta foi simples: “A Leonardo da Vinci é uma empresa familiar, não um supermercado”, disse Milena. E lembrou que sua livraria não é procurada por acaso. Afinal, não custa lembrar: ela fica escondida em um subsolo de galeria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos chegam a Da Vinci, segundo Milena, por não encontrarem os livros que desejam nas livrarias comuns (aquelas que privilegiam Best Sellers).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sustos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já dissemos nos parágrafos anteriores, nem tudo foram flores na história da livraria. Em 1965, Andrei faleceu repentinamente, deixando a empresa em concordata, após uma mal sucedida experiência no mercado editorial de livros infantis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em dezembro de 1973, um incêndio que começou na loja em frente, “atravessou a rua” e atingiu a Da Vinci. Uma história um tanto insólita, em uma época da história do Brasil também um tanto insólita. Mas D. Vanna não desistiu (lembra do provérbio “cair nove vezes, levantar dez”?). Reergueu a livraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fator Carlos Drummond de Andrade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor foi importantíssimo no processo de reabertura da Leonardo da Vinci. Escreveu uma crônica após o fatídico incêndio, conclamando os clientes a quitarem suas dívidas, antecipando os pagamentos “parcelados” (naquela época não havia essa onda de parcelamente-no-cartão-de-crédito, e os pedidos eram anotados em livros... Que se perderam no incêndio). O efeito foi extremamente positivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na crônica, Drummond relata com carinho sua relação com a livraria. Um dos trechos diz:&lt;br /&gt;"Aquela livraria (...) preferiu se esconder no subsolo, e só quem descesse a rampa em espiral poderia descobri-la no fundo da galeria com algo de mistério. Não provocava; gratificava. Era um prêmio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os novos tempos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando um grande salto, chegamos a 1998. Este ano marca a estréia do site da Leonardo da Vinci. Site e loja virtual. Um projeto audacioso, porque o serviço de vendas online é internacional.&lt;br /&gt;Além da nova forma de comprar, Milena lembrou que os clientes sempre puderam comprar também por telefone: a livraria entrega “para qualquer lugar que tenha correios”, disse a livreira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas e os cliente antigos, mais tradicionalistas, o que acharam da livraria virtual? “Muitos ignoraram, porque nunca usaram e nunca usarão a internet”, afirmou Milena, porém, lembrando que muitos descobriram a Leonardo da Vinci pelo site. Um fenômeno interessante: a internet levando pessoas para o mundo real.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A página virtual também agradou aos “cariocas exilados” (mais uma expressão da Milena”), ou seja: aqueles que trabalham em outros estados ou países, e através do site, “resgatam o vínculo com a livraria”. Só não poderão sentir o cheirinho dos livros ao vivo, nem tomar o cafezinho que repousa sobre o cantinho de uma mesa, e muito menos curtir a trilha sonora - sempre instrumental, como frisou Milena – a base de Música Clássica, Chorinho e Bossa Nova (outra cinqüentona de respeito, diga-se de passagem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Personagens &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além de D. Vanna e Milena, a Leonardo da Vinci tem outras personagens fundamentais: os clientes. Carlos Drummond de Andrade será sempre lembrado. Além da crônica após o incêndio de 1973, o mineiro também escreveu um lindo poema para a livraria. Antônio Cícero e Marcelo Catunda também escreveram seus textos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estão todos lá, nas portas de entrada da Leonardo da Vinci. Fernando Gabeira e Emmanuel Carneiro Leão também clientes. E ainda existem aqueles fiéis (mais do que compradores, amigos) desde os anos 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Livraria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supomos que o leitor que chegou até aqui ficou com uma imensa vontade de conhecer (ou revisitar) a Leonardo Da Vinci.&lt;br /&gt;OK, a gente ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livraria Leonardo da Vinci&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Av. Rio Branco, 185 – Subsolo (Edifício Marquês do Herval) conta com cerca de 80 mil títulos nacionais e importados. Possui O Baú da Leonardo – um espaço com títulos mais baratos. Vende também oratórios e objetos de decoração, feitos por Florin Piraccini Duchiade, também filho de D. Vanna. Sedia o projeto “Encontros no Subsolo”. Você pode conferir a programação clicando &lt;a href="http://www.leonardodavinci.com.br/"&gt;Aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A livraria comemorou 50 anos em 2002, com o lançamento do livro 5 décadas em questão, organizado Severino Cabral - Editora Mauad. R$ 38,00 - 152 páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinopse: “(...) resolvemos reunir aqueles que são a razão de ser da Livraria – os autores, que escrevem os livros – e aqueles que tornam possível sua sobrevivência – os leitores, nossos clientes – num Ciclo de Debates. Um Ciclo que discutisse as cinco décadas que atravessamos juntos, nós, da Leonardo da Vinci, autores leitores e o Brasil. Décadas de transformações, de crises, mas também de vitórias e esperanças.”&lt;br /&gt;(Milena Duchiade)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Expressões&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Durante nosso “encontro-visita-entrevista”, Milena usou diversas expressões e frases interessantíssimas. Anotamos. Dão pano p’ra manga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“CARIOCAS EXILADOS” – Essa já apareceu. São aqueles que, por questões profissionais, foram obrigados a viver fora do Rio de Janeiro. A livraria virtual costuma agradá-los bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“IOGURTIZAÇÃO DO LIVRO” – Também já foi citada. É o livro com data de validade – curta. Uma metáfora interessante. Milena reclamou bastante dos rumos do mercado editorial brasileiro. O problema dos livros que se esgotam e não são reeditados e a predileção pelos Best- Sellers (esses sim, com tiragens consideradas gigantes). O bom título se tornou um artigo perecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“TODO CLIENTE É UM SER CARENTE” – A brincadeira foi para lembrar que um cliente, mais do que a compra, deseja mesmo um bom papo. Muitos entram na Da Vinci, segundo Milena, apenas para conversar. E acabam se tornando habitués da livraria. A frase foi usada para lembrar o problema das “livrarias-supermercado” (Milena não quis citar nomes para não parecer antiética, mas todos nós percebemos que tipo de livrarias são essas – as “mega”): aquelas em que o cliente, perdido, não sabe para que vendedor recorrer – porque cada área tem um vendedor específico, e aquele que trabalha no setor de CDs e DVDs não atenderá o cliente que procura um livro, simplesmente por que não é sua sessão e o atendimento não se converterá em comissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“LIVRARIAS-SUPERMERCADO” – Acreditamos que a expressão já ficou bem entendida no tópico anterior. Mas, apenas para reforçar: Milena quis deixar claro que sua livraria “é uma empresa familiar”, fugindo do conceito de “supermercado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nomes &amp;amp; Links&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Leonardo da Vinci – &lt;a href="http://www.leonardodavinci.com.br/"&gt;http://www.leonardodavinci.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;AEL - Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro Av. Rio Branco, 185 – Conj. 214 CEP: 20045-900 – Rio de Janeiro - RJ Telefone: (21) 2533-2237 Fax.: (21) 2220-8182 E-mail: &lt;a href="mailto:aelrj@yahoo.com.br"&gt;aelrj@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Antes que a gente se esqueça: o título do post é um trecho de “As Vitrines”, de Chico Buarque... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vqaI1LYOI/AAAAAAAAAOI/aDQd7QsUylc/s1600-h/Da_Vinci_016.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186997130615283938" style="CURSOR: hand" height="369" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vqaI1LYOI/AAAAAAAAAOI/aDQd7QsUylc/s400/Da_Vinci_016.jpg" width="238" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cafezinho e balinhas... Tradição da Leonardo da Vinci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vrUY1LYPI/AAAAAAAAAOQ/M15fIrLl6HA/s1600-h/Da_Vinci_020.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186998131342663922" style="WIDTH: 366px; CURSOR: hand; HEIGHT: 387px" height="355" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vrUY1LYPI/AAAAAAAAAOQ/M15fIrLl6HA/s400/Da_Vinci_020.jpg" width="250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Baú da Leonardo: um espaço para a arte e para livros mais baratos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SAoW5Jn7erI/AAAAAAAAABs/TZJMcPSoIgM/s1600-h/Da+Vinci+021.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190986691589667506" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/SAoW5Jn7erI/AAAAAAAAABs/TZJMcPSoIgM/s320/Da+Vinci+021.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Milena Duchiade em seu habitat, a Leonardo da Vinci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Autores: Mariana Carnevale (&lt;a href="http://www.marianitadoblog.blogspot.com/"&gt;Mariana do Blog&lt;/a&gt;) e Francisca Barbosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*&lt;em&gt;clique nas fotos para ampliar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-368223640616184066?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/368223640616184066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=368223640616184066' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/368223640616184066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/368223640616184066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/04/na-galeria-catando-poesia-que-entornas.html' title='LEONARDO DA VINCI'/><author><name>Lucas Maia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yvecJmKkkz8/R_vqAY1LYNI/AAAAAAAAAOA/AJOREHVGD8Q/s72-c/Da_Vinci_004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1636199939450549234.post-8121032641220587402</id><published>2008-03-18T04:11:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T22:58:11.172-08:00</updated><title type='text'>Shakespeare &amp; Company</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/R9-jqcBoXuI/AAAAAAAAAAk/HBrSlZ_8mVo/s1600-h/livro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179038045972225762" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/R9-jqcBoXuI/AAAAAAAAAAk/HBrSlZ_8mVo/s320/livro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/R9-jvcBoXvI/AAAAAAAAAAs/WRDPmQl90SM/s1600-h/livro+shakespear.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179038131871571698" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/R9-jvcBoXvI/AAAAAAAAAAs/WRDPmQl90SM/s320/livro+shakespear.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O blog &lt;a href="http://livrariaslivreiros.blogspot.com/"&gt;Livrarias &amp;amp; Livreiros&lt;/a&gt; é inspirado nos clássicos, "Um Livro por Dia - Minha Temporada Parisiense na Shakespeare and Company", de Jeremy Mercer e "Uma Livraria na Paris do Entre-guerras", de Sylvia Beach.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/R9-q-MBoXwI/AAAAAAAAAA0/nWI76LEkZtc/s1600-h/imagem+da+livraria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179046081856036610" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/R9-q-MBoXwI/AAAAAAAAAA0/nWI76LEkZtc/s320/imagem+da+livraria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Beach abriu a primeira Shakespeare and Company em 17 de novembro de 1919, na rue Dupuytren. Mais tarde mudou para o n.º 12 da rue l'Odéon, em Paris. Beach morreu em 1962, hoje sua livraria, ou uma imitação feita por George Whitman, fica na Rive Gauche, em outro endereço: 37, rue de la Bucherie, à margem do Sena e de frente para a catedral de Notre Dame. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continua sendo famosa, não à toa, serviu de inspiração para nosso blog. Se for seguir os passos de Sylvia Beach, &lt;a href="http://www.livrariaselivreiros.blogspot.com/"&gt;Livrarias &amp;amp; Livreiros&lt;/a&gt; não vai parar tão cedo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucas Maia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1636199939450549234-8121032641220587402?l=livrariaselivreiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/feeds/8121032641220587402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1636199939450549234&amp;postID=8121032641220587402' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/8121032641220587402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1636199939450549234/posts/default/8121032641220587402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaselivreiros.blogspot.com/2008/03/shakespeare-company.html' title='Shakespeare &amp; Company'/><author><name>Alunos 2008</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_A0l7CV2DRGc/R9-jqcBoXuI/AAAAAAAAAAk/HBrSlZ_8mVo/s72-c/livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
